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Hemorredes recebem reajustes do Ministério da Saúde

Triagem – 23/11/2008

Os processos de triagem, coleta e processamento do sangue realizados pelos hemocentros do Brasil terão reajuste de 24% no valor pago pelo Ministério da Saúde. O repasse passará dos atuais R$ 109,10 para R$ 135,65. A correção implicará um acréscimo de R$ 35,38 milhões na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS). O diretor da Hemorrede de Mato Grosso do Sul, Osnei Okumoto, comenta que este repasse já era esperado há anos. “Há dez anos os hemocentros do país estão em funcionamento sem nenhum reajuste. Durante este tempo, houve muitas mudanças na forma de trabalhar e exigências mais rigorosas para a realização dos novos procedimentos. Desta forma os custos também aumentaram”.Entre os procedimentos que apareceram na última década, Okumoto destaca o programa de Gerência de Resíduos, o controle da qualidade de hemocomponentes, os exames sorológicos e hematológicos, além do aperfeiçoamento da infraesturutra dos banheiros, por exemplo. O diretor revela que há algum tempo os hemocentros trabalham com a questão da qualidade dos sangues doados e não só com a quantidade dos mesmos: “aperfeiçoar os processos e melhorar o atendimento pelas hemorredes é um dos principais objetivos do Ministério da Saúde”.Atualmente a Hemorrede do Estado – formada por 12 hemocentros – possui um número aproximado de 170 mil doadores, o que garante mensalmente cinco mil bolsas de sangue. O Hemosul (Centro de Hematologia e Hemoterapia de Mato Grosso do Sul) – maior hemocentro do Estado – é considerado referência na área pelo Ministério, tanto que foi indicado pelo órgão federal para receber a visita de representantes da área da Saúde dos países do Equador, Honduras e El Salvador.O horário de atendimento do Hemosul, em Campo Grande, é de segunda a sexta-feira, das 7 às 17h30. Aos sábados o horário para doações acontece das 7 às 12h30. Para outras informações as pessoas podem ligar no (67) 3312-1500 e para agendamento no (67) 3312-1517.Doação Para ser um doador voluntário, é preciso ter entre 18 e 60 anos; pesar mais de 50 quilos; não estar grávida; ter doado sangue há mais de 60 dias (homem) ou 90 dias (mulher) e não ter ingerido bebida alcoólica 24 horas antes da doação. No Brasil apenas 1,8% da população é doadora. Um índice que fica muito abaixo do mínimo indicado pela OMS (Organização Mundial de Saúde), que é entre 3% e 5% da população. Alguns dos motivos para esse baixo número de doadores são o medo e a falta de informações. Após a doação o sangue é conservado a uma temperatura de 1 a 6 graus positivos. Durante a coleta, uma parte do sangue é recolhida em um tubo de ensaio e submetida a uma série de exames para detectar se o doador possui alguma doença infecciosa. Se o sangue estiver em condições de ser utilizado, os componentes (plaquetas, glóbulos vermelhos e plasma) serão divididos. Os componentes são armazenados em ambiente adequado até o momento da transfusão.Além da doação de sangue para transfusão, o Hemosul também realiza coleta de amostras para abastecimento do Banco Nacional de Medula

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