Hemocentro Regional de Dourados luta por unidade móvel
Saúde – 25/08/2008
O Hemocentro de Dourados tem caráter Regional e atende cerca de 13 municípios, dentre eles está Caarapó, Itaporã, Deodápolis, Fátima do Sul, Vicentina, Rio Brilhante, Laguna Caarapã, além de atender, eventualmente, a Região de Ponta Porã, Naviraí e adjacências. Porém, há mais de cinco anos a coleta em Fátima do Sul foi fechada, há três anos em Caarapó e no ano passado fechou em Nova Andradina, ocasionando o acúmulo destes serviços para Dourados, que por ser pólo Regional teve que absorvê-los.
Além deste fato, segundo o responsável pelo setor administrativo do Hemocentro, Paulo César Gabriel, a demanda tem crescido muito nos últimos anos, principalmente devido ao aumento da rede hospital mediante as cirurgias especializadas que estão cada vez mais freqüentes. “Dourados cresceu muito na área hospitalar, o que causou grande impacto, pois consequentemente o consumo de sangue também aumenta consideravelmente”, ressalta Paulo.
Para sustentar este trabalho, Paulo César afirma que o Hemocentro tem contado com a parceria da Prefeitura Municipal de Dourados, Secretaria de Saúde, além de toda imprensa. “A imprensa representa um papel muito importante, pois nos atende sempre que precisamos e nos auxilia na divulgação das campanhas para reposição do estoque de bolsas de sangue”, enaltece. Ele destaca ainda que graças a todos estes apoios o Hemocentro tem batido recordes de doações nos últimos anos, o que tem permitido atender as unidades hospitalares, sem deixar faltar hemoderivados.
Porém, mesmo com todo esse apoio, a equipe do Hemocentro encontra dificuldades para captar as doações de cidades vizinhas, ou até mesmo de pessoas deste município que encontram dificuldades para ir até o local de doação devido a escassez de tempo ou até mesmo a distância. Diante desta situação, é o que HRD luta para que Dourados possa contar com uma unidade móvel de coleta de sangue, para suprir essa necessidade.
“Há um tempo atrás foi solicitada uma unidade móvel para Dourados, inclusive o então deputado federal Geraldo Resende e o senador Delcídio do Amaral chegaram a elaborar um projeto a respeito, porém a informação que foi passada através do Ministério da Saúde é de que o município não teria porte para receber esta unidade e que, além disso, faltava recurso”, informou a assistente social do Hemocentro Rosa Maria Vieira Fernandes.
Campo Grande, por ser capital do Estado, possui uma unidade móvel do Hemosul equipada de acordo com as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e que custou cerca de R$ 109 mil aos cofres públicos, sendo que destes, 90% foi paga com verbas federais e o restante com verbas estaduais. O veículo tem sala de pré-triagem, triagem médica, quatro cadeiras para coleta, sala de lanche, televisão para os doadores e todos os refrigeradores necessários para armazenar o sangue, além de gerador próprio de energia e ar condicionado. Na capital, a unidade é utilizada para coletar sangue de doadores que residem em cidades do interior próximas, ou em bairros muito afastados da sede do órgão.
Segundo Rosa Maria, a equipe do Hemocentro tem conhecimento de que uma unidade móvel tem valor altíssimo e que Campo Grande atende bem mais pessoas do que Dourados, porém, afirma que o município está crescendo muito neste setor, adquirindo um porte de atendimento maior. “Em 2002, quase não se realizava cirurgias de grande porte em Dourados, porém, este quadro mudou e agora cirurgias neurológicas e do coração, entre outras, já são feitas por aqui, aumentando o consumo de sangue”, explica.
A assistente social acredita que a vinda de uma unidade móvel, além de facilitar o serviço, aumentaria as doações por abranger pessoas que têm interesse em doar sangue, mas não podem se deslocar até a sede do Hemocentro. “Poderíamos oportunizar o serviço para as cidades da região e também às grandes empresas, sem contar na população de Dourados”.
A intenção, conforme Rosa, seria estruturar uma nova equipe para trabalhar somente na unidade móvel e programar visitas mensais em cada município da Região. Já no caso de Dourados, a unidade ficaria na Praça Antônio João, que por estar localizada na área central facilitaria o acesso de mais pessoas, além disso, ir às grandes empresas, onde se pode coletar sangue de uma maior quantidade de doadores. “Acredito que uma unidade móvel aperfeiçoaria, facilitaria e incentivaria ainda mais o serviço de coleta de sangue de Dourados, mas para isso, precisamos de alguém que encampe esta nossa solicitação”, completa.
O Hemocentro de Dourados está localizado na Rua Valdomiro de Souza, N° 295, na Vila Industrial, próximo ao PAM. Maiores informações podem ser obtidas pelo novo telefone do hemocentro, que é o 3424-0400/3424-4192. (Francielle Oliveira)
Fonte: Folha de Dourados



