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Blog do Zé Henrique

Heleninha e Max López lançam domingo o CD Usina Velha – Douradense

21/09/2018 08h32

Por: Folha de Dourados

A escritora e poetisa Heleninha de Oliveira e o músico Max López lançam no domingo (23), a partir das 18 horas, na Tenda ao lado do Teatro Municipal, no Parque dos Ipês, o CD: Usina Velha – Douradense em noite de autógrafos repleta de atividades culturais. O trabalho é concebido com músicas sertanejas de raiz autorais.

As amostras estarão à apreciação do público a partir das 16h com vernissage dos artista Raquel Moreira (Pintura), Merlinton Braff – Telas/Duratex com acrílico (trabalho artesanal), Ruth Hellmann – Arte em Sucata, com artesantos de Anastácia Heck, Vera Regina Maioque e Fé Bahá’í e exposição de livros de diversos autores.

Às 18 horas, o evento será aberto com palestra do presidente da Academia Douradense de Letras, Marcos Coelho e apresentação do livro “Quando o Arquivo Fala: Leitura Entre Via e Obra do Professor José Pereira Lins”, através de Luciano Primo da Silva.

Também na abertura, acontecerão atrações de Dança Cigana (Ivone Macieski), Dança do Ventre (Ju Oliveira) e de dançarinas do Estúdio Jacy Brasileiro, além de número de Pirofagia, com Sorrayla Sol.

As atrações musicais serão variadas com ex-alunos da Orquestra Didática do Projeto Clave de Sol sob responsabilidade de Delson Roberto, shows de violino com Merlinton João Braff; viola, com Dito Freitas – O Violeiro Douradense; do guitarristas de guarânias Max López, entre outros.

O CD

Recentemente a dupla Heleninha e Max López concedeu a seguinte entrevista à jornalista Maria Lucia Tolouei que escreveu assim no site Dourados Agora:

“O CD ‘Usina Velha Douradense’, com 11 composições, é uma produção do maestro e arranjador, Irineu Rocha, que empresta a voz impecável à música ‘Patrimônio Douradense’, que tem como musa a poetisa Heleninha.

A orquestra conta ainda, com o baterista Walter Ramos, Márcio Alexandre Nugoli (contrabaixo), Macimino da Silva (guitarra), Rafael Moura (violão), Neto (violino), Márcio Melo (acordeon), Denildon (trumpete), Anderson Nogueira (shofar) e os back vocais, Daiane, Silvana e Rocha. Fotografia do CD leva a marca de Théo Aquino e o projeto gráfico, de Arair Lessa. Heleninha é assistente de produção.

‘O trabalho é um grito de socorro para que se observe a situação da Usina, pela importância que teve no passado em gerar energia para a cidade. A estrutura em ruínas, minas de água soterradas e águas poluidas compõem o cenário’, lembra Heleninha que compartilha a preocupação com o parceiro musical Max López.

O cantor de 60 anos, natural de Tupã (SP) e radicado em Dourados há quase seis décadas começou a compor em torno dos 20 anos, mas a dedicação exclusiva à música começou há três. Um sonho que demorou mais de meio século para se tornar realidade. São composições que ele define como sertanejo de raiz, cujas histórias são parte da vida à sua volta. ‘É um legado à cultura douradense. Eu vivi ao redor de riachos e lagos de Dourados, fui engraxate por dez anos nas ruas da cidade mas foi a Usina Velha que me deixou intrigado, encantado’, conta.

Heleninha, que sempre transitou no campo da literatura, nutria o desejo de colocar melodia nas poesias. Começou a escrever aos 11 anos, ainda na escola de Vila Vargas. Lançou o primeiro livro ‘Memórias, Poemas e Poesias’, em 1990. Depois vieram ‘Desespero Mundo’, ‘Asas no Tempo’, ‘Algumas Reflexões’ e ‘Usina Velha: Raios na Chaminé’- única obra literária que conta a história do monumento com intenção de compor um itinerário para a visitação. O primeiro CD da dupla, já está rodando pelos Estados Unidos, levado pelo filho de Heleninha, e atraiu a atenção de pelo menos três músicos americanos e um brasileiro que vive da música na terra do Tio Sam.

Coletânea

Músicas do coração, define Max López que faz uma dobradinha com Heleninha nas composições do CD que abre com canção Da Capital Cuiabana Prô Mato Grosso do Sul, seguido por Rodovia do Amor, Decisão, Não Olhe Assim, Pássaro livre, Teus Olhos, Sensibilidade de Helena, Guarânia do Saber, Paz em Minha Vida, Viagem Longa e Patrimônio Douradense”.

O compositor, violeiro e cantor, Dito Freitas, divide a produção da música Paz em Minha Vida com Heleninha; o arranjo é de Max López. Há 67 anos radicado em Dourados, Dito Freitas já compôs mais de 100 músicas, das quais algumas dezenas estão em quatro CDs.

A dupla, Max e Heleninha têm cinco coletâneas autorais com nove músicas e partituras, cada. ‘Todo nosso trabalho é inédito e será lançado mais adiante’, diz Heleninha, a Poetiza dos Sonhos e Guardiã da Usina Velha, títulos que ganhou em reconhecimento aos trabalhos desenvolvidos no campo da cultura. Primeiro, literatura, a música e agora, segundo ela, a meta é fundar a ‘Academia de Música de Letras e Artes e da Cultura’, em Dourados”.

Heleninha e Max López, juntos no CD Usina Velha Douradensefoto - Hedio Fazan

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