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‘Há muito que fazer para que a sociedade trate com igualdade a citada população (GLT)’

'Há muito que fazer para que a sociedade trate com igualdade a citada população (GLT)'

Cláudia Assunpção – 19/08/2008

Claúdia Assunpção, 40 anos, presidente da Associação de Gays Lésbicas e Transgêneros de Dourados (AGLTD), disse em entrevista exclusiva a reportagem da Folha de Dourados que ainda há muito o que se fazer para que seja reverso o quadro da desigualdade entre a população douradense.
Esta semana a Associação realiza a IV Parada da Diversidade e Show da Diversidade, que este ano tem como tema “Por um mundo com direitos iguais, sem machismo e homofobia”, que contará com a participação de caravanas de todo interior do Mato Grosso do Sul e de outros Estados.
O evento será marcado com a presença vip da ex-chacrete, Rita Cadilac, considerada a rainha do bumbum e com animação do Dj Markão, Dj Fran, banda Kizueira Brasil e banda Sambalance.
A luta contra homofobia, começou em 1990 com a tiragem de homossexualidade da classificação estatística internacional de doenças e problemas relacionados com a saúde. Dados indicam que de 1980 a 2007, foram assassinadas 2.647 pessoas identificadas como homossexuais, crimes motivados por discriminação.
Claúdia revela também que a “a Parada em si é um ato político, onde nos reivindicamos direitos, direitos estes que muitas vezes são negados pela própria sociedade”. A seguir a entrevista:
 
 
 
Folha de dourados – Quais são as expectativas para a IV Parada da Diversidade em Dourados, que acontece nesta sexta-feira?
Claúdia – Termos um público grande com a participação efetiva tanto da população local incluindo o público alvo, bem como, a participação de população circunvizinhas e  população de outros Estados .
 
Folha de dourados – Como foi à escolha da emblemática “Por um mundo com direitos iguais, sem machismo e homofobia”?
Claúdia – após analisados e discutidos  em reunião interna 
 
Folha de Dourados – Qual a importância da ‘Parada da Diversidade’ para o movimento?
Claúdia – A Parada em si é um ato político, onde nos reivindicamos direitos, direitos estes que muitas vezes são negados pela própria sociedade ainda que a lei pronuncia lindas e belas palavras como por ex.:direitos iguais sem exceção, direito de ir e vir,  pela  livre  orientação sexual, etc.
 
Folha de Dourados – Você acredita que com o movimento as pessoas passaram a ter mais respeito pelo grupo?
Claúdia – Sim, quanto ao respeito e preconceito, ainda que de forma lenta.
 
 Folha de Dourados – Como será feita e organizada a 1º Ação Social, organizada pela associação, universidades e instituições de Dourados?
Claúdia –  Infelizmente, em razão do pleito eleitoral, ser municipal e o rigor da lei eleitoral estar em operação, foi necessário o adiamento da ação, para data ainda a ser confirmada por esta coordenação, cujo adiamento foi decidido no final da tarde de sexta-feira.
 
Folha de Dourados – Quais outras ações que a AGLTD vem desenvolvendo em Dourados para reforçar o respeito aos Direitos Humanos?
Claúdia – Reuniões periódicas com entidades governamentais e não governamentais na sede do Centro de Referência em Direitos Humanos e Combate a Homofobia LGBT (CRDH) incluindo a participação de acadêmicos de áreas diversas. Se isto não bastasse orientação diária e oportuna para os associados e sociedade em geral.
 
Folha de Dourados – Em sua visão como o Governo (Federal, Estadual e Municipal) vem tratando as questões relacionadas á saúde, violência e emprego entre Gays, Lésbicas e Transgêneros? O que poderia ser mudado?
Claúdia – Em virtude da iniciativa e apoio do Governo Federal é que os demais governos tem dado suporte a população LGBT, entretanto, há muito o que fazer  para que a sociedade e órgãos públicos em geral, trate com igualdade de forma impar a citada população.
 
Folha de Dourados – Existe união dentro da classe (movimento) para que projetos e até mesmo o respeito seja fortalecido entre vocês?
Claúdia – Regular e o fortalecimento da categoria e desenvolvimento dos projetos tem acontecido pela luta incansável desta coordenação em conjunto com a equipe multidisciplinar e visão da maioria dos associados.
 
Folha de Dourados – De acordo com o novo Código Penal, qualquer forma de discriminação com base em orientação sexual (seja ela sobre homossexuais, heterossexuais ou bissexuais) é crime. Desta forma ainda existe casos de pessoas homofóbicas em Dourados? Claúdia – Sem duvida alguma. Com o Programa de Combate à Violência e à Discriminação contra GLTB e de Promoção da Cidadania Homossexual têm resultado em Dourados
 
Folha de Dourados – Como a Associação vê o futuro do movimento gay em Dourados?
Claúdia – A População gay já esta inserida na AGLTD, entretanto, observa-se que a população enfatizada na pergunta em questão, alem de numerosa, vivem enclausurados e temerosos em se manifestarem publicamente.
 
Folha de Dourados – Que mensagem você deixa para a comunidade douradense? Claúdia – Observar bem as leis e pratica-la tudo que diz respeito ao próximo independentemente de suas opiniões e decisões desde que estejam sob o manto da carta magna, emendas constitucionais, etc. (Aliny Fernandes)

Fonte: Folha de Dourados

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