O espécime é uma píton-reticulada avistada pela primeira vez no sul da Indonésia no final de 2025; espécie pode chegar a pesar 100 kg e medir mais de 7 metros de comprimento
Onovo recorde de maior cobra do mundo foi atualizado no livro de recordes mundial, o Guinness World Records, em janeiro de 2026.
O espécime é uma píton-reticulada (Malayopython reticulatus), cobra selvagem avistada pela primeira vez no sul da Indonésia, na região de Maros, no final de 2025. Ela mede 7,2 metros, número que a colocou no recorde mundial de maior cobra selvagem medida com validação científica, e pesa 96,6 kg (a espécie pode chegar a 100 kg).
A píton-reticulada já era conhecida pela ciência como a espécie de cobra mais longa do mundo, e o recorde anterior entre as cobras selvagens era de cerca de 6,95 metros.
Segundo relatórios da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), a píton-reticulada ocorre no Sudeste Asiático, entre Indonésia, Malásia, Tailândia, Filipinas e Vietnã, e pesa, em média, 75 kg. Suas fêmeas são maiores do que os machos.
Guia posa ao lado da maior cobra do mundo, a píton indonésia.
Créditos: Guiness World Records – divulgação
Para o recorde do Guinness, foi preciso medir cientificamente “A Baronesa”, como foi apelidada a píton, que havia sido documentada por um guia de vida selvagem de Bornéu, Diaz Nugraha, quando explorava a região indonésia conhecida por abrigar a segunda maior floresta cárstica do mundo (ecossistema formado por terrenos rochosos e cavernas).
Junto a um pesquisador especialista em répteis, Radu Frentiu, o guia capturou a cobra para medi-la de maneira oficial.
A medição foi de 7,2 metros totais, e os especialistas afirmaram que a cobra estava de estômago vazio e sem efeito de relaxantes musculares (o que poderia aumentar seu tamanho).
Radu Frentiu ao lado de píton que quebrou o recorde de maior cobra do mundo.
Créditos: Guiness World Records – divulgação
Segundo compilação científica da Universidade do Kansas e do Smithsonian, menos de 10 exemplares selvagens de píton acima de 7 metros foram medidos com validação técnica no último século, o que torna o último avistamento extremamente raro.
De acordo com a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), a espécie é essencial para o equilíbrio ecológico da floresta por atuar como predador de topo e auxiliar no controle de populações de roedores e mamíferos médios.
Um indivíduo tão grande, no entanto, não poderia ser deixado à solta na região em que foi avistado, perto de assentamentos humanos, porque estaria sujeito à captura ilegal.
Dados da rede internacional de monitoramento da fauna TRAFFIC indicam que milhões de peles de píton-reticulada são comercializadas legal e ilegalmente todos os anos, e comunidades rurais próximas podem acabar matando o indivíduo caso ele seja atraído para lá por falta de alimento em seu habitat.
Por isso, o pesquisador Frentiu resgatou a maior píton do mundo e a levou para seu abrigo particular, onde ela deve viver com outras espécies de cobras resgatadas.

