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Guarda de menina autista agredida no Paraguai havia sido concedida a casal de pastores

Redação –

Novas informações sobre o caso da menina brasileira de 6 anos, diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e vítima de agressões em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, apontam que a guarda da criança havia sido concedida a um casal de pastores paraguaios após decisão da Justiça local.

De acordo com as investigações, a criança morava com familiares paternos em Ponta Porã, mas foi levada pela mãe para Pedro Juan Caballero, onde permaneceria por oito dias. No entanto, ela acabou ficando cerca de oito meses no país vizinho.

Segundo informações divulgadas pelo portal Ponta Porã News, durante esse período a guarda da menina foi transferida para um casal de pastores paraguaios. A família paterna chegou a ingressar com um pedido judicial para obter a guarda da criança, mas a solicitação foi negada sob o argumento de que os familiares residem no Brasil.

Ainda conforme a apuração, a guarda acabou sendo concedida à esposa do homem que atualmente é apontado como principal suspeito de agredir a criança.

Relembre o caso

O principal suspeito das agressões é um homem de 23 anos, padrasto da menina, que foi preso na segunda-feira (21) por determinação do Ministério Público do Paraguai.

A criança havia sido deixada sob os cuidados do padrasto enquanto a mãe trabalhava. Posteriormente, foi levada ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero apresentando diversos hematomas e escoriações pelo corpo.

Os ferimentos atingiam regiões como tórax, costas, pescoço, rosto, braço direito e glúteos. De acordo com o relatório policial, também foram identificadas marcas de mordidas no corpo da menina.

Segundo as investigações, a mãe encontrou a filha ferida ao retornar do trabalho e acionou a polícia. A própria criança teria apontado o padrasto como responsável pelas agressões.

Após a internação da vítima, o suspeito se apresentou espontaneamente à delegacia acompanhado de um advogado, ocasião em que recebeu voz de prisão.

O caso segue sendo investigado pelas autoridades paraguaias, que apuram as circunstâncias das agressões e a responsabilidade dos envolvidos.

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