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Grupo de apoio em Dourados oferece acolhimento e orientação para pessoas com ostomia

Acolhimento e orientação ajudam os pacientes e seus familiares a retomar a rotina e o convívio social

A ostomia é uma cirurgia realizada em pessoas com alguma doença ou condição que as impede de eliminar fezes ou urina pela via natural. Após o procedimento, o paciente passa a utilizar uma bolsa coletora aderida ao corpo, popularmente conhecida como “bolsinha”. O procedimento requer uma série de cuidados no dia a dia, mas não impede o paciente de ter uma rotina comum.

Embora seja um procedimento que preserva a saúde e, muitas vezes, salva vidas, a ostomia pode provocar sentimentos como medo, insegurança, vergonha e ansiedade. Muitos pacientes têm receio de sair de casa, voltar ao trabalho ou retomar atividades sociais. Os familiares e cuidadores também enfrentam dúvidas sobre os cuidados necessários e a melhor forma de apoiar o paciente durante esse processo.

Para oferecer acolhimento e orientar quem passa por essa experiência, o Serviço de Atenção à Pessoa Ostomizada do CER II/APAE mantém em Dourados um grupo de apoio gratuito destinado a pessoas ostomizadas, familiares e cuidadores. O objetivo é proporcionar um espaço de escuta, troca de experiências e acesso a informações que contribuam para uma adaptação mais tranquila à nova realidade.

A ostomia é uma cirurgia realizada em pessoas com alguma doença ou condição que as impede de eliminar fezes ou urina pela via natural

Nos encontros, os participantes percebem que não estão sozinhos. Ao conhecer pessoas que vivem a mesma condição, é possível compartilhar experiências, esclarecer dúvidas e descobrir estratégias que facilitam o dia a dia. A convivência ajuda a desmistificar a ostomia e demonstra que, embora seja uma condição especial de saúde, ela não impede que a pessoa tenha autonomia, qualidade de vida e participe normalmente das atividades sociais, profissionais e familiares.

Entre os temas abordados estão os cuidados com a bolsa de ostomia, prevenção de complicações, alimentação, adaptação à rotina, qualidade de vida, autoestima e os aspectos emocionais relacionados à cirurgia. As dúvidas mais frequentes envolvem justamente os cuidados com a bolsa, a alimentação, a adaptação à nova rotina, o receio de sair de casa e as mudanças na imagem corporal.

Os encontros são conduzidos por uma equipe multiprofissional do CER II/APAE, formada por enfermeira, nutricionista e psicólogo, que oferecem orientações técnicas, apoio emocional e esclarecem as principais dúvidas dos participantes.

A participação é gratuita. Pessoas ostomizadas, familiares e cuidadores interessados em conhecer o grupo podem obter mais informações diretamente com o Serviço de Atenção à Pessoa Ostomizada do CER II/APAE pelo WhatsApp (67) 98467-4221.

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