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Gripe suína derruba ministra da Saúde da Argentina

Mundo – 29/06/2009

A ministra da Saúde da Argentina, Graciela Ocaña, renunciou nesta segunda-feira, em meio ao aumento de casos da gripe suína –como é chamada a gripe A (H1N1)– no país. O pedido de demissão ocorre um dia depois das eleições legislativas que marcaram a derrota dos candidatos do governo da presidente Cristina Kirchner nas urnas.
A renúncia foi confirmada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Sérgio Massa, em entrevista coletiva na Casa Rosada, a sede da Presidência do país.
“A presidente aceitou a renúncia de Ocaña e nomeou o médico Juan Luis Mansur, que, entre outras coisas, reduziu a mortalidade infantil na província de Tucumán”, afirmou.
Segundo Massa, a gripe suína é “um tema central” da agenda do governo e, na noite desta segunda-feira, as autoridades nacionais deverão anunciar novas medidas para o combate à doença.
Relatos indicam que a presidente pode declarar emergência nacional –o que, na prática, segundo especialistas, significaria a liberação mais rápida de recursos para o combate à gripe ou, inclusive, a suspensão de atividades em locais públicos, como cinemas, shoppings e teatros, nas regiões mais afetadas pelo vírus H1N1.
Pressão
A demissão de Ocaña era esperada, já que, segundo assessores da ministra, ela vinha sendo pressionada pelos secretários de saúde para que fosse declarada emergência nacional na semana passada, mas não era recebida pela presidente para tratar do assunto.
“A ministra não era recebida há dez dias pela presidente e decidiu renunciar assim que terminassem as eleições”, disse o analista político Joaquín Morales Solá, do jornal “La Nación”.
Segundo dados oficiais, 28 vítimas da gripe suína morreram na Argentina –terceiro país com maior número de mortes pela doença, depois do México e dos Estados Unidos.
Nesta segunda-feira, as províncias de Santa Fé e de São Luís declararam emergência sanitária e suspenderam as aulas na rede escolar. Em Santa Fé, não haverá aulas durante um mês, e em São Luís por uma semana.
Apesar da preocupação com a doença, ninguém usa máscaras nas ruas das duas províncias ou na capital argentina, Buenos Aires, por exemplo, como ocorreu inicialmente no México –país onde a gripe suína foi primeiro identificada.

Fonte: Folha Online

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