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Governo pode ampliar prazo para cerealistas recolherem ICMS

Geral – 23/10/2008

As empresas cerealistas podem ganhar um prazo maior para recolher impostos em Mato Grosso do Sul. Isso se o governo do Estado ouvir a sugestão feita na quarta-feira pelo deputado estadual Zé Teixeira (DEM). O deputado ocupou a tribuna da Assembléia Legislativa para solicitar do governador André Puccinelli mais prazo para recolhimento de tributos estaduais por parte desse segmento produtivo. Ele disse que hoje as cerealistas recolhem impostos, como ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e Fundersul (Fundo do Desenvolvimento do Sistema Rodoviário de Mato Grosso do Sul), a cada sete dias, mas o governo do Estado poderia ampliar esse prazo para 15 dias, uma vez que essas empresas recebem o pagamento de seus clientes a cada 20 ou 30 dias. “A cobrança, desta forma como está, descaptaliza as empresas, o que pode inviabilizar a atividade”, analisou Zé Teixeira, advertindo também que, por causa disso, as multinacionais podem vir a tirar proveito da situação e acabar “achacando os produtores”. Para o deputado, empresas consideradas idôneas, com reconhecida capacidade financeira de pagamento, deveriam ter mais prazo. “Faço um apelo aos meus pares, aos secretários e ao governador André Puccinelli para que conceda prazo de 15 dias para o pagamento dos tributos, é um pedido justo”, disse o democrata.Coagri Ainda em seu discurso na tribuna, Zé Teixeira comentou sobre a crise financeira da Coagri (Cooperativa Agropecuária e Industrial), discordando de opinião emitida por um parlamentar, de que o problema financeiro pelo qual passa a cooperativa é fruto da concorrência desleal praticadas pelas multinacionais instaladas em Mato Grosso do Sul, que trabalham com soja e milho. “Estranhamos a dívida monstruosa da Coagri, que, segundo soubemos, não pode ser paga nem pelo patrimônio da cooperativa”, afirmou. Para Zé Teixeira, o que faltou foi gerenciamento. “Em minha opinião, faltaram reuniões constantes entre os conselho Fiscal e Administrativo”, sugeriu, lembrando que a cooperativa tem dívida de mais de R$ 30 milhões.“Não sei como essa dívida foi adquirida, porque a Coagri não é uma empresa comercializadora, isso deixou os associados preocupados, uma vez que eles depositaram seus produtos para vender pelo melhor preço”, lamentou o deputado, referindo-se a “falência” da cooperativa.

Fonte: MS Notícias

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