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Governo desativa Escola Estadual mais antiga de Nova Andradina

Estado – 04/12/2009

Criada no ano de 1958, pelo fundador Antonio Joaquim de Moura Andrade, a Escola que leva o seu nome, tem apenas mais alguns dias de existência e segundo a expectativa até o mês de fevereiro, deixará de existir. 

A informação desta desativação foi comunidade na terça-feira, 02, via telefone por um Servidor da Secretaria de Estado de Educação. Ele repassou ordens para que a direção não mais aceitasse matriculas, assim como bloqueou no site oficial da pasta a matricula digital. 

“Esta decisão pegou todos nós de surpresa, uma vez que vínhamos trabalhando no sentido de aumentar o número de alunos assim como melhorando a qualidade do ensino”, disse a diretora Nicéia Aparecida de Souza. 

Conforme levantou a reportagem, nos últimos 25 anos, os Governos que passaram não se preocuparam em promover investimentos na mais antiga Escola da cidade. 

Assim, a sua estrutura começou a entrar em processo deterioração, e, conhecidência ou não, a parte de madeira, construída na década de 50 é um dos setores ainda preservados e onde acontecem as aulas. 

Por outro lado, há várias décadas, a Escola vinha atuando apenas no ensino fundamental básico, de 1ª a 5ª série, que por sinal é facultativo ao Estado e de obrigação do município. 

Alguns diretores que responderam pelo estabelecimento no passado, também não se deram conta disso, deixando de lado o ensino do 5ª a 9ª série, que é de obrigação do Estado. 

No entanto, após ser eleita diretora, Nilceía passou a articular investimentos para o estabelecimento, sendo que um deles foi manter contato direto com o Governador, quando o mesmo chegou a visitar a Escola e prometeu resolver a situação. 

Ocorre que mesmo sendo do Estado, a escritura da área aonde se encontra a Escola está em pode da Prefeitura, por isso, explica a diretora, a dificuldade em levar a diante as reivindicações de melhorias. 

Comunidade não foi ouvida 
Por outro lado, um dos fatores que revoltou Professores, direção e a Comunidade Estudantil, foi à medida isolada da Secretaria de Estado de Educação, em desativar a Escola sem ouvir primeiro o seguimento Escolar. 

“A nossa Escola tem que ser mantida, como levar nosso patrimônio para outros lugares, sendo que a história da cidade e da educação primeiro passa por aqui”, questiona revoltada a diretora da Escola, Nilceía Aparecida Souza. 

A Professora Célia Ferreira, em contato com a reportagem emocionada contou que após ser informada da desativação do Estabelecimento não teve mais ânimo para trabalhar no restante do dia, disse ela. 

“É uma decisão autoritária, não nos ouviram, estão tentando aniquilar toda história da Educação de Nova Andradina apenas com uma decisão de gabinete”, comentou a Professora. 

A Professora Marisa Soares da Silva, responsável pela sala especial, disse que a Moura Andrade é hoje a que mais promove inclusão em Nova Andradina. 

Por conta desta decisão, os alunos com deficiência intelectual e auditiva vão ter sérios problemas de adaptação, uma vez que já vieram de outros estabelecimentos devido à qualidade do ensino no local. 

O estabelecimento também atende a 4 cadeirantes e ambos estudando no local, devido o fácil acesso, boa localização assim como um amplo pátio, disse ela. 

A Escola Moura Andrade tem 11 salas de aula, sendo uma especial e tem hoje matriculado aproximadamente 200 alunos, emprega cerca de 35 profissionais. Destes, 10 que são contratados, vão ficar sem colocação, após a desativação geral da Escola.

Fonte: Vale do Ivinhema Agora

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