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Governador disse estar cansado dos ‘chutes’ do PT

Política – 03/07/2009

O governador André Puccinelli (PMDB) disse hoje, na Governadoria em Campo Grande, ao lado do governador de São Paulo e pré-candidato tucano à Presidência da República José Serra, que seu partido tem afinidade com os tucanos e que a desejada aliança aqui em Mato Grosso do Sul entre os peemedebistas e petistas não é tida como certa.
A declaração deixa em aberto um futuro diálogo entre Puccinelli e Serra que se mostrou interessado na pareceria política. O governador paulista veio à cidade participar de uma palestra sobre cooperativismo.
Antes de comentar a ligação de seu PMDB com o PT, Puccinelli disse que está “tal qual noivo de cravo branco na lapela em sinal de paz”.
Depois afirmou que tem sido “chutado” diariamente por uma ala do PT, que não o quer como aliado na disputa eleitoral do ano que vem. “Um lado [do PT] me quer, outro não. Acho que já é hora de o PT cuidar de sua vida, e eu do meu governo”, disse Puccinelli.
Antes do diálogo com a imprensa, Serra e Puccinelli tinham conversado a sós na governadoria.
Questionado sobre o que eles haviam debatido, Serra contou que não era sobre política, porque ele “pensa” como Puccinelli, que acha cedo demais para tratar de pactos políticos.
José Serra disse que em São Paulo, o PSDB mantém boa relação com o PMDB, partido que faz parte de seu governo. “Em vários outros estados, governamos juntos”, afirmou.
Serra não quis assumir sua pré-candidatura à presidência da República e apontou o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, como o candidato “com credenciais” para enfrentar as eleições pelo PSDB.
Ele comentou ainda a possibilidade de o PSDB escolher o candidato por meio de prévias. Quanto a isso, Serra acha que “prévia não é um assunto traumático”. No final, repetiu o dito antes, que Aécio Neves seria agora a melhor opção entre os tucanos.
No entanto, Serra acha que o debate eleitoral começou cedo demais e que isso não é bom para o país, que hoje enfrenta crise econômica. Ele crê nas alianças, mas que o assunto seja tratado ano que vem. “Agora, governo São Paulo”.
 

Fonte: Midiamax

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