Redação –
Uma idosa de 77 anos perdeu cerca de R$ 31 mil após cair em um golpe aplicado por um criminoso que se passou por funcionário do Fórum. O caso foi registrado como fraude eletrônica na noite de quinta-feira (12), na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro, em Campo Grande.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima foi contatada por meio de um aplicativo de mensagens por um número com DDD 61. O homem se apresentou como servidor do Fórum e demonstrou conhecimento detalhado sobre uma ação judicial real da idosa, na qual ela busca autorização para realizar uma cirurgia.
Durante a conversa, por volta das 16h30, o golpista afirmou que o processo havia sido julgado procedente e que, para dar continuidade aos trâmites para liberação, seria necessário seguir um procedimento técnico.
Convencida pela abordagem, a vítima seguiu as orientações e instalou em seu celular um software de acesso remoto. Em seguida, realizou uma validação por biometria. Logo depois, perdeu totalmente o controle do aparelho, que foi restaurado para os padrões de fábrica.
Desconfiada da situação, a idosa procurou sua agência bancária para verificar possíveis movimentações e descobriu que os criminosos utilizaram R$ 4 mil do limite de crédito da conta e transferiram aproximadamente R$ 27 mil para contas de terceiros desconhecidos.
A vítima informou à polícia que pretende representar criminalmente contra os responsáveis e deve apresentar extratos bancários, comprovantes de transferências e outros documentos que possam auxiliar nas investigações.
Outros golpes registrados
Casos semelhantes de fraude eletrônica também foram registrados na Depac Centro nesta sexta-feira (13), evidenciando diferentes estratégias utilizadas por criminosos para enganar vítimas.
Em um dos registros, um morador do bairro Jardim Canguru caiu em um site fraudulento ao tentar pagar débitos de licenciamento e multas de uma motocicleta Yamaha R3 recém-adquirida. Ao pesquisar na internet, ele acessou uma página falsa que imitava o sistema do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) e da Secretaria da Fazenda.
Acreditando tratar-se do site oficial, a vítima realizou dois pagamentos via Pix, nos valores de R$ 552,65 e R$ 1.473,84, totalizando R$ 2.026,49. Posteriormente, percebeu que os débitos continuavam em aberto e que o dinheiro havia sido transferido para uma empresa identificada como SEFZ Automotor Fácil Ltda, nome criado para confundir usuários com a sigla da Secretaria da Fazenda.
Outro caso ocorreu no bairro Jardim Monte Líbano. A vítima recebeu uma ligação por aplicativo de mensagens de pessoas que se passaram por representantes de uma instituição filantrópica chamada Retornar, para a qual ela costuma contribuir.
Durante a conversa, os golpistas afirmaram que a vítima havia sido contemplada com um prêmio de R$ 5 mil. Para liberar o valor, solicitaram um procedimento técnico por meio de videochamada. Durante o processo, a vítima acabou realizando uma transferência via Pix de R$ 775 para uma empresa identificada como Royal Crest.
Já no bairro Vila Planalto, criminosos utilizaram a fotografia e o nome de uma advogada real para aplicar outro golpe. As vítimas foram informadas de que teriam vencido uma ação judicial contra uma instituição financeira e que receberiam uma indenização de R$ 32.219.
Durante uma suposta audiência virtual, um homem se apresentou falsamente como juiz e orientou as vítimas a realizar transferências para a liberação do valor. Foram feitas três transferências via Pix, nos valores de R$ 7.998, R$ 400 e R$ 950, totalizando R$ 9.348.
Em todos os casos registrados, as vítimas manifestaram interesse em representar criminalmente contra os autores e devem apresentar comprovantes de pagamento e registros das conversas para auxiliar nas investigações.

