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Gianne fica, Reinaldo voa, Puccinelli alerta, Bernardo ‘hiberna’, Botelho na Assembleia

Juca Vinhedo

A FRASE

“Pesquisa é momento. Na maioria das pesquisas, o Lula está na frente. O que vai valer mesmo é a campanha eleitoral.”

(Ex-ministro Fernando Haddad, da fazenda, no site “Poder 360”).

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Escalada verbal

Uma declaração explosiva de Donald Trump sobre o Irã, feita em pleno domingo de Páscoa, acendeu alerta no cenário político norte-americano. O tom agressivo e a referência direta a um possível conflito ampliaram a tensão internacional e colocaram o ex-presidente novamente no centro de uma crise de repercussão global.

Sombra da 25ª Emenda

A reação foi imediata em Washington. Parlamentares democratas, ex-integrantes do governo e até aliados passaram a mencionar abertamente a possibilidade de aplicação da 25ª Emenda, instrumento constitucional que prevê o afastamento do presidente por incapacidade. O debate, que já foi tabu, ganhou força no meio político.

Guerra impopular

O episódio ocorre em meio ao desgaste da política externa dos Estados Unidos. Pesquisa recente mostra baixa adesão popular a uma eventual intervenção militar no Irã, com ampla maioria contrária ao envio de tropas. Nos bastidores, o tema é visto como fator de pressão adicional sobre a liderança política no país.

Nos olhos dos outros

O ex-presidente Jair Bolsonaro acionou o Supremo Tribunal Federal contra o deputado federal André Janones (Rede-MG) por calúnia e difamação após o parlamentar publicar um vídeo chamando-o, entre outras coisas, de “ladrão” e com declarações contundentes sobre a prisão domiciliar do político da extrema direita, condenado pelo STF a 27 anos de prisão no inquérito da trama golpista. 

Apelo ignorado

O pedido de “pacificação” na extrema direita, feito pelo senador Flávio Bolsonaro, na semana passada, durou pouco. Menos de 24 horas depois, Eduardo Bolsonaro, o ex-deputado federal que se encontra “exilado” nos Estados, partiu para novo ataque contra o deputado federal Nikolas Ferreira, sinalizando que a disputa interna está longe de um acordo. Nos bastidores, o gesto foi lido como desautorização explícita.

Guerra digital

A ofensiva de Eduardo Bolsonaro veio ancorada em discurso sobre algoritmos e influência nas redes, com acusações de que Nikolas Ferreira estaria ampliando o alcance de críticos do bolsonarismo. A briga, que começou política, migrou de vez para o campo da comunicação digital, onde hoje se decide boa parte do jogo.

Em lados opostos?

O racha na extrema-direita ultrapassou o ambiente político e contaminou a militância digital. Influenciadores bolsonaristas passaram a se dividir entre os dois polos, formando blocos rivais nas redes. A reação de aliados chamou atenção para outro ponto: o desgaste da hierarquia interna. Ao ignorar o apelo de Flávio, Eduardo alimenta a percepção de que nem mesmo dentro do grupo há comando unificado. Para uma base que sempre valorizou disciplina, o sinal é de desorganização.

Conta chegando

As multas aplicadas aos bloqueios de rodovias após as eleições de 2022 saíram do papel e começaram a ser cobradas. O que era decisão judicial virou cobrança concreta, atingindo agora o patrimônio de envolvidos. O recado institucional é claro: ordem judicial descumprida tem preço. A cobrança não se limita aos manifestantes. Proprietários de veículos e empresas ligadas à logística das interdições também entraram na conta.

Decisão consolidada

A base das penalidades vem de decisão do STF, sob relatoria de Alexandre de Moraes, que fixou multa de R$ 100 mil por hora para bloqueios. A medida foi referendada por unanimidade pelo plenário, reforçando o respaldo institucional da punição. Mais de três anos depois dos atos, o caso entra na fase mais sensível: o bolso. A cobrança marca a transição do embate político para a execução patrimonial, etapa em que o peso das decisões judiciais se torna efetivo e difícil de contornar.

Dança das cadeiras

O fim do prazo de desincompatibilização provocou uma movimentação ampla no tabuleiro político. Ao todo, 11 governadores deixaram o cargo para disputar as eleições de 2026, redesenhando o comando de vários estados e abrindo espaço para sucessões antecipadas.

Olho no Planalto

Entre os que saíram, dois nomes miram voos mais altos: Ronaldo Caiado e Romeu Zema sinalizam intenção de disputar a Presidência. A movimentação indica que a corrida nacional começa a ganhar forma, ainda que sem candidaturas totalmente consolidadas.

Corrida pelo Senado

A maior parte das renúncias tem destino certo: o Senado. Nove governadores deixaram os cargos para disputar vagas na Casa, transformando a eleição senatorial em um dos principais focos da disputa de 2026. A tendência é de embates pesados nos estados.

Quem fica, joga

Enquanto alguns saíram, outros optaram por permanecer no cargo e disputar a reeleição, estratégia permitida pela legislação. Nomes como Eduardo Riedel, em Mato Grosso do Sul, seguem no governo apostando na força da máquina e na continuidade administrativa como trunfo eleitoral.

Ficaram no jogo

Em Mato Grosso do Sul, encerrada a janela partidária, nomes que ensaiaram saída resolveram permanecer onde estão e empurrar a decisão para as convenções. A estratégia foi arriscada, mas preserva espaço de negociação dentro das siglas, especialmente no PL.

Reféns da cúpula

No Partido Liberal, os pré-candidatos ao Senado Marcos Pollon, Capitão Contar e Gianni Nogueira seguem no páreo, mas agora dependem integralmente da decisão das lideranças. Comando nacional e estadual terão a palavra final sobre quem entra na disputa. A escolha, segundo dirigentes, será baseada em pesquisas. Nos bastidores, porém, pesa também o fator político: o aval de Jair Bolsonaro ainda é visto como elemento decisivo. Pollon e Gianni apostam justamente nessa variável para se manter competitivos.

Na gaveta

Antes de optar pela permanência no PL, houve conversas avançadas com o Novo, que abriria espaço para candidaturas ao Senado. A decisão de ficar passou por cálculo político e financeiro. No caso de Gianni, o cenário alternativo, ao que tudo indica, já está desenhado: disputar vaga na Assembleia Legislativa.

Voo questionado

A presença do ex-governador Reinaldo Azambuja em aeronave oficial do Governo do Estado virou alvo de denúncia anônima no Ministério Público. O questionamento gira em torno do uso de bem público por quem, hoje, não ocupa cargo, e já se movimenta como pré-candidato ao Senado.

Princípio em debate

A denúncia, ainda que anônima, invoca o artigo 37 da Constituição e levanta dúvidas sobre possível violação aos princípios da administração pública. O ponto central é a ausência, ao menos até aqui, de justificativa institucional clara para o transporte. O ex-governador, por sua vez, afirmou que só vai se manifestar após ter acesso formal à denúncia.

Nas redes

O questionamento sobre o uso do avião oficial do governo do Estado pelo ex-governador Reinaldo Azambuja já havia sido feito, há alguns dias, nas redes sociais, pelo farmacêutico-bioquímico Racib Harb, presidente do partido Novo em Dourados, e que foi pré-candidato a prefeito nas últimas eleições municipais.

Inelegível até 28

O Ministério Público Eleitoral endureceu o tom contra o pedido de elegibilidade de Carlos Bernardo e defendeu sua inelegibilidade até 2028. O caso gira em torno de uma doação considerada ilegal nas eleições de 2020, o que, na avaliação do MPF, comprometeu a igualdade da disputa.

Doação sob lupa

Segundo o órgão, o empresário doou cerca de R$ 90 mil, valor muito acima do permitido por sua renda, sendo R$ 69 mil considerados irregulares. A quantia, equivalente a quase um terço da campanha beneficiada, foi repassada a poucos dias da eleição, o que, para o MPF, agravou ainda mais o desequilíbrio do pleito.

Recuo do PT

Durante o andamento do processo, Carlos Bernardo deixou o PT e se filiou ao União Brasil. Nos bastidores, a saída foi motivada pela avaliação de que sua candidatura poderia gerar insegurança jurídica e eventual anulação de votos, o que levou o partido a recuar e evitar risco eleitoral.

Chapa em rearranjo

A possível inelegibilidade ocorre em meio a mudanças na composição do União Brasil em Mato Grosso do Sul. A chegada dos deputados federais Geraldo Resende e Dagoberto Nogueira alterou o cenário interno e provocou a saída de nomes como Jaime Verruck, Viviane Luiza e também do deputado estadual Roberto Hashioka, que deixaram o grupo diante da nova configuração política.

Golpe em circulação

O ex-governador André Puccinelli veio a público desmentir pedidos de dinheiro que estariam sendo feitos em seu nome para uma suposta pré-campanha a deputado estadual. Segundo ele, trata-se de golpe, sem qualquer autorização ou vínculo com sua equipe.

Alerta e reação

Puccinelli orientou apoiadores a ignorar as solicitações e denunciar os responsáveis. Nos bastidores, o episódio acende alerta para o uso indevido de nomes conhecidos em períodos pré-eleitorais, prática que tem se repetido no Estado.

Troca estratégica

O ex-prefeito de Campo Grande Marquinhos Trad deixou o PDT no último dia da janela e se filiou ao PV com aval da própria sigla. Nos bastidores, a saída foi tratada como movimento pragmático, diante da dificuldade do PDT em montar chapa competitiva para a Câmara Federal.

Jogo em família

A nova filiação coloca Marquinhos Trad no campo da Federação com o PT, onde deve disputar vaga ao lado de nomes como Camila Jara. No entanto, o cenário familiar segue dividido: enquanto Fábio Trad estará no mesmo palanque, o senador Nelsinho Trad trilha caminho oposto, mirando a reeleição com apoio da direita.

Movimento calculado

Tiago Botelho deixou o comando da SPU em Mato Grosso do Sul para entrar na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa. A saída segue o rito eleitoral, mas, nos bastidores, marca o início efetivo de sua pré-campanha em todo o Estado. A candidatura de Botelho é vista dentro do PT como aposta para renovar e ampliar a bancada estadual. Hoje composta por Zeca do PT, Pedro Kemp e Gleice Jane, a sigla busca equilibrar experiência e renovação para manter espaço no Legislativo.

Na bagagem

À frente da SPU, Botelho acumulou números e entregas que devem embalar sua campanha, como a destinação de cerca de R$ 350 milhões em imóveis da União para projetos públicos. A atuação inclui ações em habitação, educação e estrutura para políticas sociais. Embora mire a Assembleia, Botelho mantém margem para voos maiores. Nos bastidores, não descarta disputar o Senado em 2026, caso o deputado federal Vander Loubet não leve adiante o projeto. Por ora, a estratégia é rodar o Estado e consolidar base política.

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