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Geraldo no PV, Dagoberto no PP, Beto Pereira no Republicanos, Gianni no Novo, Haddad vai à disputa

Juca Vinhedo –

A FRASE

“Ao permitir a publicação de diálogos íntimos de um casal, o Estado e seus agentes não apenas falham em seu dever de guarda, mas desrespeitam a legislação, que impõe categoricamente a inutilização de trechos que não interessam à persecução penal”.

(Gilmar Mendes, ministro do STF, sobre os vazamentos seletivos de diálogos do caso Banco Master, envolvendo a modelo Martha Graef e o banqueiro Daniel Vorcaro, então namorados).

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Prazo final

O calendário das Eleições de 2026, aprovado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), já coloca o relógio para correr. Quem precisa tirar o título de eleitor, transferir o domicílio eleitoral ou atualizar dados cadastrais tem prazo até 6 de maio para resolver a pendência. Depois disso, não adianta reclamar.

Cadastro fechado

A partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado para novos pedidos, conforme determina a legislação. A medida é tradicional no processo eleitoral e serve para garantir a organização do pleito. Traduzindo: quem deixar para depois corre o risco de ficar fora da votação em 2026.

Janela aberta

Desde o dia 5 deste mês, está aberta a chamada janela partidária, período em que deputados federais, estaduais e distritais podem trocar de partido sem risco de perder o mandato. O prazo vai até 3 de abril e costuma provocar uma verdadeira dança das cadeiras na política, com negociações intensas nos bastidores e legendas disputando nomes de olho nas eleições deste ano.

Rumo aos Bandeirantes

Nos bastidores de Brasília já se trata como certa a saída do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, do governo Lula para disputar o Governo de São Paulo em 2026. A decisão deve ser oficializada nos próximos dias, abrindo espaço para uma reorganização na equipe econômica do Palácio do Planalto.

Montagem do palanque

Antes de se lançar oficialmente candidato, Haddad pretende dedicar um período à costura política de sua chapa. Entre as prioridades está a escolha do vice, cargo que, segundo ele próprio costuma dizer a aliados, precisa ser ocupado por alguém de absoluta confiança do candidato.

Mudanças no Senado

A eventual candidatura de Haddad também mexe no tabuleiro para o Senado em São Paulo. As ministras Marina Silva e Simone Tebet são apontadas como possíveis nomes da chapa. Para isso, Marina deve migrar da Rede para o PT, enquanto Tebet pode trocar o MDB pelo PSB e transferir seu domicílio eleitoral de Mato Grosso do Sul para São Paulo.

Novo destino

Sem espaço no PL, a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira, prepara as malas partidárias. A tendência é que ela se filie ainda nesta semana ao Partido Novo, em ato previsto para ocorrer em Dourados. A mudança segue o mesmo caminho já adotado pelo deputado estadual João Henrique Catan, que também deixou o PL recentemente.

Mudança de cenário

A saída de Gianni ocorre após ela perder espaço na disputa pelo Senado dentro do PL. Embora tenha sido anunciada anteriormente por Jair Bolsonaro como possível candidata, o cenário mudou depois que Reinaldo Azambuja assumiu o comando do partido em Mato Grosso do Sul, redesenhando as prioridades da sigla no Estado.

Dobradinha em formação

No Novo, Gianni deve formar palanque com João Henrique Catan, que se movimenta para disputar o governo do Estado. A articulação busca construir uma alternativa política fora do PL, especialmente após declarações recentes de Bolsonaro indicando Marcos Pollon como seu nome preferencial para o Senado em Mato Grosso do Sul.

Ninho esvaziando

O PSDB de Mato Grosso do Sul, que já foi potência eleitoral, vive dias de esvaziamento acelerado. Após as saídas de Reinaldo Azambuja e Eduardo Riedel, agora a sigla corre o risco de perder, de uma só vez, seus três deputados federais no Estado. Um retrato claro de como o antigo “ninho tucano” já não é mais o mesmo.

Primeiro da fila

Nos bastidores, o deputado federal Beto Pereira aparece como o primeiro da fila para deixar o partido. Ele já conversa com lideranças do Republicanos para viabilizar uma nova chapa competitiva à Câmara dos Deputados. As tratativas envolvem diretórios estadual e nacional e estariam em fase avançada.

Cada um para um lado

A possível saída de Beto pode desencadear um efeito dominó. Dagoberto Nogueira avalia migrar para o PP, enquanto Geraldo Resende tem conversas para se filiar ao PV, que hoje integra federação com o PT. O cálculo é simples: permanecer no PSDB pode significar dificuldade para formar uma chapa forte à reeleição.

Dilema conservador

O ex-deputado estadual Capitão Contar enfrenta um dilema político em Mato Grosso do Sul. Após chegar ao segundo turno das eleições para o governo do Estado em 2022 com um discurso “antissistema” e forte oposição ao grupo do então governador Reinaldo Azambuja, hoje ele está filiado justamente ao PL, partido que selou aliança com o mesmo grupo para 2026.

Ruído na base

A nova configuração política tem provocado desconforto entre apoiadores mais ideológicos do ex-adversário político de Azambuja. Parte do chamado eleitorado conservador “raiz” estranha ver Contar no mesmo palanque de lideranças que ele próprio criticou duramente na última eleição estadual.

Caminho possível

Nos bastidores, cresce a avaliação de que Capitão Contar pode seguir o mesmo rumo do deputado João Henrique Catan, que deixou o PL em busca de um espaço político mais alinhado ao discurso conservador. Um eventual realinhamento partidário poderia ajudar o ex-deputado a preservar sua base eleitoral.

Loucura total

Conhecido pelo estilo irreverente e pelas polêmicas nas redes sociais, o prefeito Juliano Ferro, de Ivinhema, não tem medo de “causar”. Nos bastidores, ele diz que estuda renunciar ao cargo para entrar na disputa estadual de 2026. A movimentação ocorre em meio à janela partidária e promete capítulos de muita loucura.

Convite na mesa

Em conversa recente com o deputado estadual João Henrique Catan, Juliano Ferro teria recebido convite para se filiar ao Partido Novo e integrar uma chapa majoritária. A ideia seria compor como vice na disputa ao Governo do Estado, formando uma dobradinha que misture base conservadora com o tradicional populismo nas redes sociais.

Mulher em foco

No mês dedicado às mulheres, o prefeito Marçal Filho começa a entregar dezenas de novos equipamentos para reforçar o atendimento feminino na rede municipal de saúde. Com investimento superior a R$ 1,2 milhão, os itens incluem ultrassons, mesas ginecológicas, aparelhos de ar-condicionado e outros equipamentos que chegam para melhorar o conforto e a qualidade do atendimento nas unidades de saúde.

Investimento na ponta

A iniciativa combina recursos próprios da Prefeitura de Dourados com emenda da deputada estadual Lia Nogueira, mostrando que boa gestão também passa por articulação e parcerias. O resultado é um pacote de equipamentos modernos que começa a ser distribuído nas unidades, fortalecendo a estrutura da rede pública e beneficiando diretamente as mulheres douradenses.

Padrão de qualidade

Marçal Filho tem insistido em um ponto: saúde pública precisa ter estrutura e dignidade. Ao investir em aparelhos de ultrassom de última geração e na construção da nova UBS do Jardim dos Estados, o prefeito tenta quebrar a velha ideia de que serviço público é sinônimo de atendimento precário. Pelo contrário: a meta é aproximar a qualidade da rede municipal do padrão de uma boa clínica.

BASTIDORES DO PODER

O imperador que faltou ao próprio baile

Dizem os cronistas do Império que Dom Pedro II tinha muitas virtudes: era culto, disciplinado, estudioso e trabalhador. Mas tinha também um pequeno “defeito” para os padrões da corte: detestava festas.

Conta-se que, em certa ocasião, o Paço Imperial preparou um grande baile para receber diplomatas estrangeiros. Era daqueles eventos típicos do século XIX: lustres acesos, música, damas com vestidos elegantes e generais com o peito cheio de medalhas. Tudo pronto para impressionar os visitantes.

Só havia um detalhe curioso: o imperador não apareceu.

Enquanto a elite do Império dançava polca e valsa nos salões do palácio, Dom Pedro II estava… trancado em seu gabinete lendo um livro de ciência**. Era apaixonado por astronomia, fotografia, telégrafo e tudo o que cheirasse a novidade intelectual.

Quando um auxiliar foi avisá-lo de que os convidados perguntavam por ele, o imperador teria respondido, com calma quase científica:

— Digam que o baile pode continuar perfeitamente sem mim.

E continuou lendo.

A história — meio anedota, meio retrato de época — ajuda a explicar por que Dom Pedro II ganhou fama de monarca peculiar. Num tempo em que reis buscavam brilho e pompa, ele preferia bibliotecas, telescópios e conversas com cientistas.

Geraldo no PV, Dagoberto no PP, Beto Pereira no Republicanos, Gianni no Novo, Haddad vai à disputa
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