Garoto com raiva humana está em coma profundo
Caso – 22/12/2008
O menino de 12 anos que está internado desde sexta-feira no Hospital de Base de Brasília com o diagnóstico de raiva humana permanece em estado gravíssimo e em coma profundo. O menino não está mais sedado desde a tarde de sábado, mas não responde a estímulos. Novos testes serão feitos na tarde de hoje para determinar se há ou não morte cerebral.
Os médicos do Hospital de Base resolveram retirar os sedativos na tarde de sábado para começar a avaliar os danos cerebrais causados pela manifestação da raiva no corpo humano.
Testes foram realizados ontem para avaliar se o cérebro do menino é ou não capaz de responder a estímulos. Na tarde de hoje, novos testes serão realizados com o mesmo objetivo. Só a partir dessa nova bateria é que se poderá avaliar se há ou não morte cerebral e se o menino estaria apto a doar os órgãos.
Segundo a assessoria da Secretaria de Saúde, durante esta noite o menino ficaria em observação. Mesmo sem determinar se há ou não chance de recuperação, a assessoria afirma que o estado da criança é gravíssimo.
O diagnóstico do menino com raiva humana assustou os médicos do Hospital de Base. O DF não registra um caso de raiva humana há mais de 30 anos e há pelo menos 10 não há indícios de casos em animais.
Segundo informações da Secretaria de Saúde, o menino foi mordido por um morcego em Goiás. A subsecretária de Vigilância à Saúde, Disney Antezana, explica que como a criança veio de outro estado não é necessária nenhuma medida específica de controle para a raiva humana aqui no DF.
Tanto no homem quanto nos animais, quando os sintomas se manifestam, já não há mais esperança de cura. Dessa maneira, todo tratamento deve ser feito durante o período de incubação, quando o paciente não apresenta sintomas e não manifesta queixas.
O diagnóstico é feito por meio de exame no cérebro, tanto dos humanos como de outros animais. Os sinais nos animais incluem alterações de comportamento, depressão, demência ou agressão, dilatação da pupila, fotofobia, salivação excessiva, dificuldade para engolir e, já no final da doença, a paralisia.
No homem, o primeiro sintoma é uma febre pouco intensa – 38 graus – acompanhada de dor de cabeça e depressão nervosa. Em seguida, a temperatura torna-se mais elevada, atingindo 40 a 42 graus. Logo, a vítima começa a ficar inquieta, sofre espasmos dolorosos na garganta e passa a respirar e a engolir com dificuldade.
Fonte: Folha de Dourados



