A mulher com deficiência física que deverá ser indenizada em R$ 15 mil após ser impedida de usar uma cadeira de rodas em um Aeroporto Internacional, afirmou que a situação vivida foi “constrangedora e desumana”.
Ao g1, Vitória Scomparim, moradora de Tatuí (SP), contou que foi ao aeroporto para buscar familiares que haviam desembarcado quando precisou utilizar uma cadeira de rodas para se locomover pelo terminal. Segundo ela, o equipamento foi conseguido com a ajuda de parentes, mas acabou sendo retirado por um segurança do local.
Nesta semana, a Justiça de São Paulo manteve a condenação da GRU Airport, concessionária que administra o Aeroporto Internacional de Guarulhos, ao pagamento de R$ 15 mil por danos morais a Vitória Scomparim.
“Ele disse que aquela cadeira não poderia estar sendo utilizada porque uma pessoa concedeu o uso. Nós apenas solicitamos, como nos shoppings e supermercados, não perguntaram se eu estava embarcando ou não. A cadeira foi simplesmente retirada de mim”, relembrou Vitória.
A mulher conta que a situação, que seria um reencontro alegre entre parentes, acabou se tornando traumática. Segundo Vitória, ela ficou sem qualquer respaldo no local e precisou ser carregada até o carro.
Ela ainda afirma que tentou conversar com o segurança, mas que o funcionário se mostrou irredutível. De acordo com o relato, ele teria orientado a mãe de Vitória a apenas “deixá-la sentada em algum lugar e devolver o item”. (Informações g1)

