Da Redação Terra –
A América do Sul é rubro-negra pela quarta vez na história. Na tarde deste sábado, 29, no Estádio Monumental ‘U’, em Lima, o Flamengo afastou o fantasma de 2021, bateu o Palmeiras por 1 a 0 e conquistou o tetracampeonato da Copa Libertadores.
Se no primeiro encontro uma falha custou caro aos cariocas, dessa vez o time comandado por Filipe Luís teve uma partida quase sem erros. O contrário, porém, aconteceu. No lance que resultou no gol, Khellven pagou caro pela confiança e deixou a bola sair para escanteio, possivelmente pensando que seria tiro de meta.
Na cobrança, Jorge Carrascal cobrou aberto e Danilo cabeceou firma para o fundo da rede de Calros Miguel. A comemoração levantou ainda mais a torcida flamenguista na capital peruana.
A vitória, contudo, foi marcada por uma polêmica no primeiro tempo. Após falta de Bruno Fuchs em Giorgian de Arrascaeta, Erick Pulgar solou o zagueiro palmeirense já com o jogo paralisado. O árbitro Darío Herrera deu apenas cartão amarelo.
Quase eliminação na fase de grupos e classificações heróicas
Diferentemente de quando nadou de braçadas nas recentes campanhas de 2019 e 2022, o Flamengo não teve vida fácil para chegar ao título da Libertadores. A derrota para o Central Córdoba no Maracanã, seguida por empates contra a LDU e contra o próprio time argentino pressionaram Filipe Luís.
Àquela altura, o cenário de desespero chegou a causar um momento de tensão na relação do torcedor com o treinador. Vitórias sobre LDU e Deportivo Táchira, ambas no Maracanã, porém, garantiram a classificação em um grupo embolado.
A vaga no mata-mata veio com a segunda colocação do Grupo C e 11 pontos conquistados, mesmo número do líder, LDU, e do terceiro colocado, Central Córdoba.
Foi por pouco, mas o Flamengo garantiu uma lugar nas oitavas de final e teve, então, o seu desafio mais tranquilo na campanha do tetracampeonato. Dois triunfos tranquilos contra o Internacional levaram o rubro-negro à nostalgia de 2019.
Já nas quartas de final contra o Estudiantes, o clima era de Libertadores da década de 1970. Uma expulsão incorreta de Gonzalo Plata – que posteriormente foi anulada pela Conmebol – fez o Flamengo terminar a partida de ida no Maracanã com um jogador a menos e ver o rival marcar um gol de honra, que quase mudou os rumos da competição.
No duelo de volta, uma derrota por 1 a 0 levou a disputa para os pênaltis e obrigou Agustín Rossi a virar herói, pegando duas cobranças adversárias. Na semifinal contra o Racing, o goleiro voltou a aparecer para segurar o empate no jogo de volta e confirmar a classificação flamenguista à final.
Tetracampeonato com herói argentino
Se em seus outros três títulos os heróis foram Zico e Gabigol, dessa vez o Flamengo contou com um goleiro como maestro da conquista. Quando a competição afunilou, Rossi cresceu diante dos jogadores adversários.
Após uma falha na ida contra o Estudiantes, no Maracanã, o argentino defendeu duas cobranças rivais na disputa por pênaltis e colocou o Flamengo na semifinal em uma noite digna de ídolo.
O roteiro de herói foi repetido para garantir o Rubro-Negro na decisão. A defesa mais importante do confronto contra o Racing aconteceu nos acréscimos do segundo tempo da partida de volta, quando parou chute à queima roupa de Luciano Vietto.
Cofre cheio na Gávea
O título rendeu uma quantia milionária aos bolsos do Flamengo. Ao longo da campanha, o Rubro-Negro arrecadou US$ 33,2 milhões (R$ 177,6 milhões, na cotação atual) em bonificações.
O montante abrange as três vitórias na fase de grupos, a participação nas diferentes fases da competição e, claro, a premiação pelo título da Libertadores.
Agora, em meio ao clima de festa, o Flamengo mira suas atenções na reta final do Brasileirão. Com o título encaminhado, o time comandado por Filipe Luís precisa de apenas uma vitória nos dois jogos restantes da competição para levantar o troféu sem depender de qualquer outro resultado.
A próxima oportunidade de confirmar o título será diante de seus torcedores na quarta-feira, 3, contra o Ceará, no Maracanã.

