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Fim da ciclofaixa divide opiniões na Rua Cafelândia

Dourados – 14/03/2009

O fim da ciclofaixa da rua Cafelândia divide opiniões entre moradores do grande Água Boa e usuários que transitam pelo local. Nessa semana o vereador Aurélio Bonatto (PDT) disse por meio da sua assessoria que pretende levar o caso até o prefeito Ari Artuzi. Ele se reuniu com comerciantes e propôs ouvir reivindicação dos usuários da via e das pessoas que moram defronte a ciclofaixa. O veredor defende a retirada.Construída em 2005 na gestão do ex-prefeito Laerte Tetila, a ciclofaixa atende propostas do projeto Cidade Educadora, que tem como objetivo trazer qualidade de vida à população. A rua Cafelândia é um dos principais acessos dos moradores dos bairros Água Boa e 4º Plano, no sentido bairro centro, embora outras vias servem para fazer o mesmo percurso, a exemplo das ruas Bela Vista, Rio Brilhante e Hayel Bon Faker.Com a implantação da ciclofaixa, a Cafelândia passou a ser mão única. Os veículos só podem fazer o percurso centro bairro. A rua, que já era estreita, tornou-se ainda mais apertada para suportar o trânsito de veículos de grande porte. A maior queixa dos moradores da localidade vem dos comerciantes. Ciclistas pedem a permanência.João Pedro Silva tem um pequeno comércio defronte a ciclofaixa. Ele se diz incomodado porque não pode colocar o carro para estacionar em frente o estabelecimento. “Os fornecedores tem que parar na rua ao lado. Se um caminhão estacionar do outro lado da Cafelândia, onde não passa a ciclofaixa, irá ocupar mais da metade da rua. Isso irá prejudicar o trânsito. Vejo que é desnecessário essa ciclofaixa”, opina.Antônia Farias Silva, proprietária de um petshop, disse que no período de implantação da ciclofaixa os moradores “detestaram”. Já se passaram quatro anos. Todos estão acostumados. Não acredito que ela venha prejudicar os comerciantes. O que acontece é que algumas pessoas só pensam nelas mesmas e não no coletivo”, discorreu, acreditando que para o bem de todos, a ciclofaixa deve permanecer.Davi Dias tem uma pequena mercearia. Segundo ele, a ciclofaixa não prejudica o movimento do estabelecimento, tampouco faz perder a clientela. “Aqui só tem pequeno comércio. Os clientes, em sua maioria, são todos vizinhos. Dizer que a ciclofaixa impede o estacionamento de clientes, não acredito”, observa ele, alegando ainda que devido a rua ser estreita, com a retirada da ciclofaixa, os ciclistas iriam circular dos dois lados da rua, podendo ocorrer acidentes.Entretanto nem todos os ciclistas respeitam a ciclofaixa e invadem na maior tranquilidade o meio da rua e só saem quando avistam um carro. A reportagem constatou que principalmente os jovens desrespeitam as leis do trânsito, invadindo o centro da rua.Olga Fernandes é moradora da rua Cafelândia há 40 anos. Dona de casa, reside sob esquina com a rua Monte Castelo, cruzamento movimentado por onde transita veículos com destino a vários bairros da cidade. Ela é contra a ciclofaixa. “Ninguém respeita o trânsito. Os ciclistas andam fora da faixa, os motoristas andam na contra mão e em fila dupla, impedindo o fluxo da rua. Isso é uma bagunça”, defina a moradora.A retirada da ciclofaixa da rua chegou a ser apoiada pelo prefeito quando detinha o cargo de deputado estadual, em 2003. Na época Ari Artuzi chegou a utilizar uma marreta para retirar os taxões da ciclofaixa. Vários ciclistas ouvido pelo Douradosagora contestam o fim da ciclofaixa. Eles reconhecem que algumas pessoas desrespeitam o trânsito e saem fora da faixa, no entanto acreditam que ela traz segurança. A vendedora Isabel Torres utiliza o local há muitos anos. “Quando não tinha a ciclofaixa era perigoso. Os carros avançavam em cima da gente. Isso ainda acontece ao fazerem ultrapassagem, mesmo assim a faixa traz maior segurança para todos nós”, relatou, defendendo a permanência da ciclofaixa.

Fonte: Dourados agora

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