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Ferrugem Asiática é confirmada em MS

Rural – 06/12/2007

A Fundação MS identificou o primeiro caso de Ferrugem Asiática na cultura da soja em Mato Grosso do Sul. A confirmação foi no dia 3 de dezembro em Aral Moreira (Região Sul) em estádio R3 da cultivar V-Max. Segundo o engenheiro agrônomo da Fundação MS, Ricardo Barros, a doença foi detectada numa lavoura semeada na primeira quinzena do mês de outubro.
De acordo com pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o Brasil registrou perdas expressivas com a ferrugem asiática. Em 2002 o país teve um prejuízo de U$ 5,2 bilhões. Em cinco anos o número quase dobrou e hoje chega a U$ 10,1 bilhões.
Diante disto, é importante que os produtores rurais e técnicos da assistência fiquem atentos e realizem o monitoramento das lavouras com freqüência, principalmente com a retomada das chuvas.
Segundo estudo da Fundação MS, o controle da doença deve seguir uma série de critérios. Inicialmente, o produtor precisa do laudo de um inspetor de campo treinado para identificar folhas com sintomas suspeitos da ferrugem. Este profissional irá enviar amostras de folhas para análise de um laboratório credenciado no Sistema de Alerta do Consórcio Anti-Ferrugem.
Se confirmado o foco, o laudo deve ser cadastrado no sistema de alerta da doença na Internet. Com base nos dados da evolução da ferrugem na macro-região de cultivo, o assistente técnico poderá comparar as informações do sistema (número de focos na região) com as condições e previsões climáticas da safra.
“É fundamental considerar ainda a capacidade operacional do parque de pulverização da propriedade para optar pelo controle curativo ou preventivo. Isto é muito importante, uma vez que o controle curativo terá sucesso com a realização imediata da pulverização”, orienta Barros.
No estágio vegetativo da soja, a lavoura deve ser monitorada a cada 3 dias, com o controle somente após a constatação da ferrugem. Para se proceder a análise de folhas com suspeitas de ferrugem e outras doenças da cultura da soja, a Fundação MS dispõe de técnicos treinados e laboratório credenciado no Sistema de Alerta do Consórcio Antiferrugem. Informações sobre o número de focos identificados e a evolução da doença em todo território nacional estão disponíveis no site www.fundacaoms.com.br . (Com informações do Dourados Agora)

Fonte: Folha de Dourados

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