Férias registram menor nº de mortes em 4 anos, diz PRF
Lei Seca – 02/08/2008
Durante o mês de julho, período de férias escolares, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) registrou o menor número de mortes em rodovias dos últimos quatro anos. A quantidade de mortes caiu 14,5% em relação a julho do ano passado.
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Durante todo o mês de julho, foram registrados 10.500 acidentes com 530 mortes e 6.005 feridos. Em 2007, foram contabilizados 10.531 acidentes, com 620 mortos e 6.433 feridos.A Polícia Rodoviária Federal atribui a queda no número de acidentes à chamada Lei Seca, que tornou mais rigorosas as punições contra o motorista que ingere bebidas alcoólicas.
“A PRF não tem dúvidas de que a nova lei teve forte influência nos resultados”, avalia o inspetor Castilho, chefe de comunicação da polícia rodoviária.
O efetivo de agentes que trabalharam durante o mês de julho deste ano foi praticamente o mesmo que fiscalizou as estradas no ano passado, aproximadamente 9 mil e 600 policias.
Além disso, o esquema de fiscalização empregado não sofreu grandes alterações do ano passado pra cá. Mas o inspetor acredita que o fato de existir uma nova legislação que estabelece punições mais sérias para quem beber e dirigir deu maior “fôlego” ao policial que está na estrada trabalhando.
“Por causa da lei existe um maior rigor, com isso, o policial trabalha com mais ânimo”, analisa.
Outro fator apontado pelo inspetor para a redução no número de acidentes é o fato de os policiais realizarem uma espécie de “fiscalização seletiva”, que pára sempre qualquer veículo suspeito.
Muitos motoristas ainda desprezam lei seca, diz PRFApesar da grande repercussão da nova lei, a PRF ressalta que ainda é grande o número de motoristas que dirigem embriagados em estradas de todo o país.
A PRF informou que adotou “máximo rigor” para fiscalizar e punir quem dirigia embriagado, mas mesmo assim diversos flagrantes considerados “absurdos” ainda foram registrados.
O pior deles, segundo a polícia, foi um motorista de caminhão flagrado dirigindo alcoolizado e ao soprar o bafômetro se detectou que ele tinha ingerido 19 vezes a mais a quantidade de álcool permitida.
Ele estava na BR 262 em Minas Gerais quando foi parado pela polícia. Ao soprar o bafômetro se registrou 1.93 g de álcool por litro de ar expelido quando o permitido pela lei é apenas 0.1 g de álcool por litro de ar.
“Esse motorista não tinha a menor condição de dirigir, ninguém entende como ele decidiu pegar o veículo. Por este e diversos outros casos percebemos que muitos ainda desprezam a nova legislação”, diz Castilho.
Mesmo assim, o inspetor ressalta que a PRF recebe apoio de toda a população brasileira por cartas, emails e telefone para que a fiscalização contra o álcool no volante continue sendo feita.
“Quem tem filhos, quem preza a família, dá total apoio ao nosso trabalho”, comemora o inspetor.
Fonte: Terra



