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FBI e britânica SOCA formam parceria contra cibercrimes

Mundo – 29/10/2009

Durante a RSA Europe Conference, reunião sobre segurança da informação, ocorrida em Londres, na semana passada, o FBI e a agência de combate a crimes virtuais do Reino Unido SOCA (Serious Organised Crime Agency) apresentaram um programa conjunto para desmantelamento de operações de cibercrime. Segundo o site Security Focus, a idéia da parceria é obter uma melhor compreensão dos modelos de negócio de carders (clonadores de cartões), autores de malware e grupos de hackers que cada vez mais se assemelham a empresas legítimas.A estratégia usada atacará as três pontas das organizações criminosas virtuais: os criadores de botnets e malwares, os chamados provedores “à prova de bala”, que hospedam sites criminosos, e os sites de câmbio de moeda digital, como WebMoney Liberty Reserve, essenciais para o funcionamento da economia do cibercrime.“Estamos falando de um ISP construído e usado por uma organização criminosa muito rentável”, disse o chefe da SOCA Andy Auld. “Isto é crime organizado. Não devemos confundi-lo com um hobby ou algo artesanal, esta foi uma ação do crime organizado que adicionou um componente de crime eletrônico ao seu portfólio criminal.”De acordo com o agente do FBI Keith Mularski, a ação de combate ao cibercrime será pró-ativa, com a infiltração de agentes e o uso de fontes internas das organizações. Os detetives também rastrearão o intercâmbio eletrônico de moeda usado para transferir fundos entre os criminosos.As agências também trabalharão com as organizações de governança da Internet, tais como órgãos que hospedam endereços IP para criminosos sem terem consciência de que serão utilizados para cibercrimes. Além disso, as agências também querem incentivar os alvos dos cibercrimes a melhorarem sua segurança, enquanto procuram os locais onde os crackers armazenam os dados roubados.O exemplo usado na apresentação foi o do Russian Business Network (RBN), rede de crimes virtuais que usava um IP alocado no RIPE NCC, um órgão europeu de o registro de IPs, para hospedar sites criminosos, malware e pornografia infantil. As agências afirmaram que a organização criminosa russa tinha em sua lista de pagamentos não só a polícia, mas também o judiciário e a administração de São Petersburgo e que, por isso, encontraram obstáculos significativos ao tentar combater a operação.Segundo site eWeek Europe, em resposta às insinuações da SOCA de que a RIPE NCC teria colaborado com a RBN, Paul Rendek, chefe das relações externas e comunicação da empresa, disse que a organização foi aceita após passar pelas listas de verificação da empresa e que havia provas e que estas indicavam que a empresa era de lícita.“Nós sempre cooperamos com SOCA, e continuaremos a trabalhar muito estreitamente com os organismos de investigação criminal para garantir que as investigações sejam realizadas da forma mais rápida e eficiente possível, a fim de assegurar que as melhores práticas de governança da Internet sejam respeitadas e as atividades criminosas sejam identificadas e tratadas de maneira apropriada”, acrescentou Redek.

Fonte: Geek

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