O que parecia ser uma disputa comercial comum no agronegócio tocantinense revelou-se uma trama sanguinária de pistolagem e vingança. A Polícia Civil deflagrou na última terça-feira (10) uma operação interestadual para desmantelar o esquema que culminou no assassinato do empresário José Geraldo Oliveira Fonseca, o “Geraldo do Abacaxi”. O crime, ocorrido em setembro de 2024, expõe como o ódio pessoal e a ganância econômica transformaram o setor produtivo de Miranorte em um campo de batalha.
Execução Planejada e “Pagamento Parcelado”
A investigação revela um nível de frieza assustador. Roberto Coelho de Sousa, apontado como o mandante, teria arquitetado a morte do rival devido a “problemas pessoais” e à concorrência direta na venda de abacaxis. Para não deixar rastros, o plano foi milimétrico:
- Logística do Crime: Intermediários foram contratados no Rio de Janeiro e pistoleiros buscados no Nordeste.
- Rastro do Dinheiro: O monitoramento bancário desmascarou o esquema. A morte de Geraldo não foi paga à vista, mas sim através de depósitos fracionados nas contas dos matadores, numa tentativa fútil de enganar a inteligência financeira.
Confronto e Sangue em Maceió
A caçada aos executores terminou em tragédia na capital de Alagoas. Ao serem encurralados pela polícia, os dois pistoleiros — cujas digitais haviam sido detectadas pela perícia — optaram pelo confronto. No tiroteio, ambos foram mortos. Enquanto isso, no Tocantins, o suposto mandante era levado algemado, mantendo um silêncio absoluto diante das câmeras.
Inimigos Declarados
Segundo o delegado Afonso Lira, a rivalidade entre os empresários era pública e notória. “Eram inimigos declarados”, afirmou a autoridade. O caso deixa a cidade de Miranorte em choque, mostrando que, para alguns, o preço da liderança no mercado é medido em balas, e não em produtividade. A defesa de Roberto Coelho alega falta de acesso aos autos e prega a presunção de inocência, mas para a polícia, o “quebra-cabeça do abacaxi” está praticamente montado.
(Informações Portal do Tupiniquim)

