Fazendeiro acusado de matar amigo é condenado
Polícia – 18/04/2008
O fazendeiro Mauro Marçal Borges, de 67 anos, acusado de matar o ex-amigo Luiz Vicente Giacheto no ano de 1987, no distrito de Brasitânia (SP), foi ondenado a 12 anos de detenção. Borges tinha uma dívida de Cz$ 1,5 mil o equivalente hoje a R$ 250 mil. Ele teria marcado um encontro para efetuar o pagamento como desculpa para assassinar Giachetto, conhecido por “Nenê”. Ele foi morto com cinco tiros. Desde o crime, ele vivia escondido em Coronel Sapucaia, na fronteira com o Paraguai. O julgamento ocorreu no Fórum de Fernandópolis (SP). No dia do assassinato, Borges jogou uma bolsa da vitima dentro de um rio contendo vários documentos de Giachetto, que caracteriza uma dívida que Marçal tinha com Giachetto. A bolsa foi encontrada por pescadores nas águas do Ribeirão Marinheiro. Consta, que na época o acusado se defendeu e alegou legítima defesa em depoimento na cidade de Campinas (SP). Borges acabou preso após 20 anos. Ele foi parado em uma blitz no dia 5 de junho do ano passado no trânsito em Coronel Sapucaia. Desde então, estava preso na cadeia de Indiaporã (SP). O fazendeiro estava desaparecido e aguardava a prescrição do crime próximo ao Paraguai. Durante o julgamento, o advogado Ricardo Franco de Almeida defendeu o cliente alegando que já havia se passado 20 anos e Borges não mais poderia ser condenado. A orientação do advogado foi para que o réu ficasse escondido até a prescrição do crime cometido há cerca de 20 anos. O cálculo começou no dia do crime, em 24 de abril de 1987. Na realidade, a contagem teve início cinco anos mais tarde depois que a Justiça condenou o réu, com base em investigações e laudos que estão no inquérito policial, segundo informações do Midiamax.Para Borges, 2007 seria o ano em que ele poderia sair pelas ruas de qualquer cidade sem medo de ser abordado pela polícia. Mas, na realidade, a prescrição seria confirmada em 2013. O tempo de condenação foi dado pelo juiz Vinicius Castrequini. Borges passou pelo júri popular e houve unanimidade. Durante o julgamento, Borges disse que usou um revólver calibre 38, branco, com cabo de madeira, bem pesado, para matar o ex-amigo. Consta no processo que ele teria chamado a vítima para fazer a quitação da dívida na fazenda Santo Antônio, no Distrito de Brasitânia (SP).
Fonte: Folha de Dourados



