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Farmácias vendem cocaína no lugar de sal de frutas na fronteira

Beira-Mar – 27/11/2007

Farmácias localizadas em pelo menos três cidades fronteiriças com o Paraguai estariam sendo utilizadas como fachada pelo traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, e os ‘sócios’ Irineu Pingo Soligo e Jarvis Ximenes Pavão para a distribuição de drogas para o Brasil. Os estabelecimentos são usados para a compra de sal de frutas, substância utilizada por eles para misturar com a cocaína adquirida na Colômbia.A estratégia, utilizada pelo menos desde 2000, é fazer com que as farmácias sempre encomendem mais quantidade do produto do que realmente vão vender. O excedente é mandado de volta ao Brasil e, nas embalagens, em vez do medicamento, a remessa é de cocaína, já misturada ao sal de fruta.Para dar aparência de legalidade ao negócio, motoristas de caminhões que trazem os carregamentos apresentam notas fiscais nas rodovias para não terem o material apreendido. Acordos com empresas distribuidoras facilitam o escoamento da droga para os mercados consumidores do Rio de Janeiro e de São Paulo.As três cidades onde ocorreria o esquema seriam Coronel Sapucaia, Ponta Porã e Amambaí, no Mato Grosso do Sul. Segundo moradores da região, o negócio é tão lucrativo que o número de farmácias vem crescendo. (Capitan Bado).

Fonte: Folha de Dourados

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