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Família de menino desaparecido em SP teme golpe

Policial – 09/07/2008

A família do menino Lucas Pereira, 3 anos, que desapareceu há 20 dias da casa da avó, em São Carlos, interior de São Paulo, recebeu alguns trotes e teme ser vítima dos falsos seqüestros aplicados por estelionatários e detentos dentro do sistema prisional em busca de dinheiro e cartões de recarga de celular.
O pai do garoto anunciou que pagará uma recompensa de R$ 30 mil em troca de qualquer informação que leve a polícia a encontrar o garoto.
“A polícia nos deixou atentos para os riscos dessa exposição e, entre as dicas, os policiais nos falaram para ficar esperto com as ligações porque podem ser de falsos seqüestros”, disse o irmão de Lucas, o estudante Marcelo Lopes, 27 anos, que deixou o Rio de Janeiro para ajudar o pai nas buscas. Ele afirmou que a polícia teria recebido ligações de presos, mas admite não saber detalhes e a veracidade da informação.
O falso seqüestro é um golpe comum aplicado basicamente por presos. Geralmente, eles ligam aleatoriamente para as pessoas e um comparsa simula ser um filho, filha ou outro parente próximo sendo torturado. Como resgate, pedem uma quantia em dinheiro ou cartões de recarga de celular.
“A profissão aproveitador está na moda e, como colocamos o nosso telefone nos cartazes, muita gente pode ligar e tentar a recompensa”, comentou o irmão.
Ele atendeu ligações de crianças dando risada ao fundo e uma série de outros telefonemas a cobrar. “Quando a ligação completa, a pessoa desliga. É inacreditável que estejam fazendo isso enquanto o meu irmão pode estar seqüestrado.”
O pai de Lucas, o engenheiro da Petrobras Antonio Carlos Ratto, 57 anos, garantiu que “se a pessoa que estiver com ele (Lucas) vier até mim eu nem aviso a polícia porque nem vou considerar o caso como um rapto ou um seqüestro e sim como um erro de alguém desesperado”.
Para auxiliar nas buscas a família, ele distribuiu fotos de Lucas nos ônibus de São Carlos. Um carro de som percorre a cidade avisando da recompensa, além da série de entrevistas que foram dadas pelo pai.
A família acredita que o filho ainda esteja em São Carlos e, pensando nisso, permanece o tempo todo ao lado do telefone. Lucas sumiu no último dia 21 de junho da casa da avó.
A hipótese mais provável é que ele tenha aproveitado o portão aberto e seguido o irmão de 8 anos que corria até a casa de um primo na mesma rua. A polícia pensou que o menino estava em uma mata próxima, mas buscas foram feitas e nenhuma pista foi encontrada.

Fonte: Folha de Dourados

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