Pular para o conteúdo
Quinta-feira, 5 de novembro de 2026 Dourados 29 °C

Desde 1968 Ano 58

Desde 1968 · Ano 58

Agora
Arquivo

Família de douradense morto acha que ele foi confundido

O douradense Oscar Kodama, de 28 anos, que morreu no último domingo no aeroporto Charles de Gaule, em Paris, sofreu de embolia pulmonar, confirmou o Itamaraty à família da vítima nesta quarta-feira. “Por causa dos efeitos da embolia, como mal-estar e convulsões, achamos que ele pode ter sido tratado pela companhia aérea e pela polícia como um traficante que leva cápsulas de drogas no estômago”, disse Gustavo Kodama, irmão de Oscar. A embolia pulmonar é causada por coágulos que se formam na circulação sanguínea e se desprendem até o pulmão. O fato de uma pessoa passar muito tempo na mesma posição – como em um longo vôo de avião, por exemplo – pode facilitar a formação dos coágulos. Kodama embarcou na noite de sexta-feira em Londrina e chegou a Paris, no sábado. Lá ele faria uma conexão ao Japão, onde começaria um novo trabalho em uma empreiteira. Ao entrar no vôo da companhia japonesa All Nippon Airways (Ana), Kodama começou a passar mal e vomitou. Segundo o jornal “Zero Hora”, o comandante do vôo não decolou para que o brasileiro fosse retirado da aeronave e atendido. Kodama então foi levado para o serviço médico do aeroporto, onde passou a noite de sábado. Tentou embarcar novamente no domingo, mas passou mal outra vez e, como os funcionários da Ana teriam considerado seu comportamento inadequado, chamaram a polícia, disse o jornal. Após ser algemado e interrogado, ele teria sido enviado para um hospital em Paris, onde já teria chegado sem vida. Seus parentes só foram informados na segunda-feira. A família acha que pode ter havido negligência. “Antes de oferecer atenção médica ao meu irmão, eles o levaram para ser interrogado. E quando ele chegou ao hospital, era tarde”, desabafou Gustavo. Ele disse ao G1 que a principal preocupação da família, no momento, é liberar o corpo para trazê-lo de volta ao Brasil. “Nos disseram que isso pode demorar muito. Depois, pensaremos em fazer justiça”. Vagner, o irmão mais velho, irá a Paris cuidar da liberação. “Meu filho morreu e ninguém ligou para mim. As companhias aéreas nem nos deram satisfação”, desabafou Katsuhiko Kodama, pai de Oscar.
(*Com informações da TV Paranaense e da Gazeta do Povo)

Fonte: Folha de Dourados

Anuncie na Folha de Dourados

Desde 1968 informando Dourados e a Grande Dourados.

Fale com o comercial