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Exonerada ao criticar UPA, médica apoia assistente educacional: ‘descartados’

Médica que publicou vídeo nas redes sociais mostrando problemas de consultório da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino, Letícia Pereira Mella de Aquino foi exonerada do cargo nesta sexta-feira (12), conforme publicação no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande).  

A médica Letícia Pereira Mella de Aquino, exonerada ao criticar situação da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Coronel Antonino, em Campo Grande, se solidarizou com a assistente educacional Natali Pereira de Oliveira, desligada do quadro de profissionais da Semed (Secretaria Municipal de Educação) ao participar de manifestação na Câmara de Vereadores na última terça-feira (3).

Letícia foi exonerada no dia 12 de dezembro de 2025, após publicar um vídeo nas redes sociais chamando a atenção para as condições da UPA Coronel Antonino, local onde atuou por seis anos. Na publicação, a médica mostrou paredes descascando dos consultórios. 

Em novo vídeo, a médica comenta o caso da assistente, destacando a ação semelhante. “Estou fazendo esse vídeo porque ontem aconteceu algo semelhante: a Natali, assistente educacional também foi exonerada, porque participou de uma manifestação na Câmara dos Vereadores solicitando algumas demandas para a classe dela”. 

Indignada, ela comenta como os profissionais que trabalham na Prefeitura de Campo Grande são tratados. “Somos descartados. Já fiz muito pelos meus pacientes, não me arrependo de nada, sou uma pessoa que gosto de trabalhar com crianças, fiz muito por elas la na upa coronel, comprei coisas para a upa que era obrigação da prefeitura ter e não tinha, por culpa de uma ma gestão, comprei do meu bolso”. 

O vídeo em que Leticia mostrava as verdadeiras condições da UPA repercutiu nas redes sociais. Na época, ela revela que até mesmo vereadores entraram em contato, porém nada foi feito. 

“Quando aconteceu a minha exoneração e meu vídeo repercutiu nas redes sociais e em alguns jornais, muitas pessoas vieram conversar comigo, inclusive alguns vereadores para falar que estão dispostos a me ajudar, a corre atrás do cancelamento da minha exoneração, mas até agora nada foi feito, continuo exonerada, vai fazer quase dois meses”. 

Ela ainda finaliza: “Esse ano é de eleição, não troque seu voto por qualquer coisa”. 

Caso na Semed

A educadora Natali Pereira de Oliveira foi desligada da Semed (Secretaria Municipal de Educação) de Campo Grande após participar de uma manifestação em defesa de direitos, respeito e dignidade para a categoria, na Câmara Municipal, nesta terça-feira (3). Segundo o relato, a informação do desligamento foi repassada enquanto ela ainda estava no ato.

De acordo com Natali, a comunicação teria sido feita pela superintendente da Semed, Noemi, que entrou em contato com a diretora da unidade onde a servidora atuava. “Acabei de chegar na manifestação por lutar pelos nossos direitos de igualdade e, nesse momento, fiquei sabendo que fui desligada”, disse.

A educadora relatou ter oito anos de história na rede municipal, atuando com crianças pequenas, e classificou o desligamento como uma forma de repressão. “Quando você tenta se posicionar ou lutar pelo direito da sua categoria, é isso que você ganha do sistema. É opressão, perseguição e abuso de poder”, afirmou. “Estou sem chão. São oito anos de trabalho e, infelizmente, é assim que o sistema trata a gente”, concluiu.

(Com informações Top Mídia News)

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