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Europeus dizem que missão é científica e não comercial

Carne Brasileira – 06/11/2007

As decisões da União Européia com base nos resultados da missão sanitária que está no Brasil para analisar as condições da carne brasileira devem ser científicas e não comerciais. A afirmação é do comissário europeu de Saúde Markus Kyprionou, que integra a missão. Em entrevista à BBC, o comissário afirmou que está confiante no desempenho brasileiro para erradicar e controlar os focos de aftosa com base nas orientações da UE, e ressaltou que em caso de deficiências, Bruxelas não vai optar necessariamente por um embargo.A missão do Departamento de Alimentação e Veterinária da União Européia fica no Brasil até dia 19. O objetivo é verificar se o País cumpriu as exigências para exportar carne à Europa. O trabalho inclui a visita de nove técnicos e veterinários em fazendas, abatedouros e centros de certificação. O responsável por agricultura na missão, Otávio Briones, afirmou que será verificado desde o pasto que o gado come até o produto final que embarca para a Europa.Técnicos do departamento estiveram em março no Brasil, quando detectaram deficiências. Foi exigido que os problemas encontrados deveriam ser corrigidos até o fim de 2007. Enquanto o País move esforços para atender as determinações européias, associações de produtores e parlamentares daquele bloco deflagraram uma campanha de embargo total à carne brasileira. O coro contra a carne do Brasil vem, em especial, da Irlanda e Inglaterra, que só neste ano teve dois focos de aftosa registrados.Dever de casa
A missão vai apurar seis pontos: o sistema de rastreamento do gado, controle do trânsito de animais, vacinação, certificação, legislação sobre focos e controle da febre aftosa, e diagnóstico de doenças.O governo brasileiro garante que quatro exigências foram cumpridas: hoje, o País conta com um novo certificado para a carne exportada para a UE, eletrônico e impresso em papel da Casa da Moeda para evitar falsificações; aprovou uma nova legislação sobre focos e controle da febre aftosa; dispõe de um sistema capaz de diagnosticar a doença em até uma semana; e melhorou o controle do trânsito de animais. O maior problema ainda é justamente Mato Grosso do Sul e Paraná que estão impedidos de exportar desde outubro de 2005, quando um foco de aftosa foi registrado na região. O Brasil precisa provar que a carne enviada à Europa não é proveniente dessas duas áreas e, por isso, a União Européia endurece nas cobranças do cumprimento de metas de rastreamento. Hoje, o País tem 10 milhões de cabeças sob controle, mas os europeus querem 40 milhões.

Fonte: Campo Grande News

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