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…Eu votei no Artuzi…!

Artigo – 26/11/2009

Por: Waldemar Gonçalves – Russo      

      O Artuzi, quando eu o conheci, era um homem simples, honesto, e o melhor, um baita de um homem trabalhador é muito amigo das pessoas que o cervavam.

      O Artuzi que eu conheci era uma pessoa extremamente religiosa, ou seja, muito temente a Deus e jamais deixava de contribuir com suas ações humanitárias.

      O Artuzi que eu convivi na região das vilas Índio, Rosa e adjacência, adorava futebol e sempre que podíamos ou tínhamos oportunidades, conversávamos sobre a política da cidade, pois assim como eu, ele também sonhava com o progresso dela.

      O Artuzi por onde passava se aproximava do povo, doava caixão e até arrumava dinheiro para as pessoas pobres comprarem remédios, e porque não, até leite para alimentar seus filhos.

      Aliás, entendo que a família Artuzi tem sangue política na veia, todavia, quando votei em um deles, assim fiz porque acreditava na sua generosidade, no seu potencial, muito embora não apresentava ser lá muito chegado aos livros, todavia, isso não importava para mim pois sabia que era um homem de caráter.

      O Artuzi que conheci a bem da verdade com o tempo viajou para o além e deixou um legado de amigos que caminharam com ele durante a sua passagem por esta terra.

     Assim, quando se fala em Artuzi, se fala na verdade de um dos homens mais respeitados que conheci entre as famílias carentes ou não.

     O Artuzi que aqui dedico esta mensagem, trata-se de Dioclécio Artuzi, esse sim, um verdadeiro representante do povo, e que para tristeza de muitos, uma doença terrível o levou para o andar de cima.

     Independente de seus sucessores, que seria no caso, o sobrinho “Valdeco” que atualmente está supostamente administrando a segunda maior cidade de MS, e o tio Júlio Artuzi, este último, trilhando o mesmo caminho do irmão, não como se comparar os dois acima citados com o personagem Dioclécio Artuzi, o fala mansa, como eu o tratava sempre que o via pelas ruas ou na Câmara Municipal defendendo de verdade os interesses da sua comunidade e não as dele.

     Por outro lado, explicarei a razão porque ter votado neste Artuzi nas eleições de 92, quando ele, partidário do bombardeado PRN de Collor de Mello, que assim como o “Valdeco”, na época, se apresentou como o suposto defensor dos interesses do povo e caçador de marajá.

     Em 1.988, na região da Grande Vila Índio, havia diversos times de futebol, como a Associação, o 15 de Maio do Mauro Cruz, o São Paulinho, os Veteranos, o Olímpico, enfim, eram times rivais que juntamente com o Ajax do Jardim Guanabara, em campos de terrões, realizaram na oportunidade, grandes clássicos, digamos assim, tanto no campo aonde hoje está o abandonado ginásio Ulisses Guimarães.         

     Com a chegada das eleições, o Mauro Cruz que na época era filiado ao PMDB do então candidato Braz Melo, que dizem venceu as eleições de Zé Elias na mão grande, saiu candidato a vereador para representar aquela região, pois assim como o seu Dioclécio Artuzi, ali morava com seus familiares, e com o apoio da maioria dos “craques” das equipes acima citadas, ele surpreendeu muitas raposas da política douradense e conquistou uma das 17 vagas do Palácio do Jaguaribe, chegando inclusive à presidência da então verdadeira “Casa de Leis”.

      Com Mauro Cruz vereador, todos pensavam que ele manteria a sua base eleitoral em franca atividade, buscaria melhorias para as vilas, enfim, que ele seria o verdadeiro representante do povo, todavia, acabou frustrando a todos nos quatro anos que atuou na vereança, sem esquecer que ele lutou para levar o ginásio de esporte para o local onde está  até o dia de hoje, e em conseqüência, matou o velho campão de terra, um dos campos de terrões da cidade, gerando na oportunidade uma grande revolta na maioria dos “craques”  que passaram por lá, com tantos gols, jogadas geniais e defesas maravilhosas, e claro, com às laterais superlotadas de torcedores.

     Mais como quatro anos passa rápido, o troco ao Mauro Cruz com certeza seria dado, e ele veio com nome e sobrenome: Dioclécio Artuzi, o cara, e não deu outra, com os votos da maioria dos “craques” daquela região, inclusive com o meu, tiramos o Mauro Cruz e lá colocamos o homem da Serraria Sucupira, este sim, um verdadeiro Artuzi, um homem que sinto orgulho de dizer, que depositei meu voto.

     Quanto ao tio Júlio, que ele continue representando o Dioclécio Artuzi com muita seriedade e dignidade em seu mandato de verador.

     Quanto ao sobrinho de Deoclécio Artuzi, independente do cargo que ele supostamente representa hoje na cidade, bem, este deixa pra lá, pois não merece o mínimo de respeito, pelo menos da minha parte, pois não dá para se comparar o caráter dele, com a do seu Dioclécio, aliás, dos tios que seja aquele que representou e o que agora representa o povo na Câmara Municipal, isso é o que penso, e ponto final, para não dizer, “Owari” , parei e fui…!.

     Waldemar Gonçalves, o Russo, é jornalista e filiado ao Sinjorgran (Sindicato dos Jornalistas da Grande Dourados) 

Fonte: Folha de Dourados

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