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Estatística mostra redução dos casos de leishmaniose em MS

Leishmaniose – 23/07/2007

Dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES) mostram que no primeiro semestre de 2006, foram confirmados 150 casos de leishmaniose visceral em Mato Grosso do Sul. O índice diminuiu para 67 casos confirmados no mesmo período deste ano, segundo Paulo Mira Batista, gerente técnico da Secretaria de Saúde do Estado, atribuindo a queda à intensificação do trabalho de combate à doença e profilaxia.
“No primeiro semestre de 2007, fizemos reuniões técnicas com os profissionais dos municípios envolvidos nesta área. Para este segundo semestre, estão programadas capacitações”, diz o gerente. Segundo ele, os municípios estão realizando algumas ações inéditas para contribuir com o sucesso da prevenção e controle da doença. “A capital, por exemplo, é pioneira em duas ações: está multando os donos de cães contaminados que não permitem a retirada dos animais das residências e também está colocando as coleiras anti-leishimaniose (que atuam como um repelente ao mosquito) nos animais”, conta.
Entre as ações que podem contribuir para evitar a leishmaniose estão: limpeza de quintais (para a não reprodução do mosquito), cuidados com os cães e esclarecimentos sobre a doença.
Em Campo Grande, desde junho, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) já encoleirou quatro mil cães. A meta é manter a coleira repelente em 100 mil animais saudáveis, e assim evitar a propagação da doença.
De acordo com a diretora do CCZ, Júlia Maksoud, a recepção tem sido positiva. “Não encontramos resistência dos donos de animais, pois a maioria sabe da importância de se evitar a contaminação”, destacou.
O efeito da “coleira delramina 4%” é de seis meses. Ela repele o mosquito flebótomo, transmissor da leishmaniose. Após este período, o proprietário do animal deverá encaminhá-lo ao CCZ, para que o mesmo seja identificado e receba uma nova coleira.
Nas lojas especializadas, uma “coleira deltramina 4%” custa em média R$ 45. A prefeitura conseguiu adquirir pelo valor unitário de cerca de R$ 20, e por meio desta campanha distribui gratuitamente para os cães saudáveis. A medida de saúde pública continua com a ida dos agentes epidemiológicos nas casas onde existem animais com sorologia negativa. Porém, os proprietários também podem levar o cão até o CCZ, localizado na avenida senador Filinto Müller, 1601, Vila Ipiranga, das 7:00 horas às 23:00 horas. 
Leishmaniose
A leishmaniose é uma doença infecciosa causada por um parasita (protozoário) e transmitida ao homem pelo mosquito flebótomo também conhecido como mosquito “palha”. Também ataca animais silvestres (roedores, raposas) e animais domésticos, (especialmente os cães).
A manifestação pode ser de duas formas: Tegumentar ou Cutânea e Visceral. Entre os sintomas, pode-se perceber: emagrecimento, queda dos pêlos, feridas que não cicatrizam, crescimento exagerado das unhas, fraqueza e aumento dos órgãos internos (fígado e baço).
O diagnóstico da doença é efetuado através de exame clinico e de exames de sangue. No ser humano, se diagnosticada a tempo, a leishmaniose tem tratamento e cura. Geralmente, o período de tratamento é de 30 dias ininterruptos com medicação específica.

Fonte: TV Morena

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