Ermínio Guedes, consultor –
Luiz Inácio Lula da Silva vencerá a eleição porque o povo não cairá novamente nas chorumelas do bolsonarismo. Graças a imprensa livre, hoje se sabe melhor “quem é quem” neste Brasil que busca, enfim, romper com currais oligárquicos — nacionais e estrangeiros — reagindo a ameaças institucionais e afirmando a democracia, direitos iguais, distribuição de renda e a justiça social.
Entre 2016 e 2022, o Brasil foi empurrado para um dos períodos mais sombrios de sua história recente. Direitos foram atacados, políticas públicas desmontadas e o peso dessa destruição caiu, como sempre, sobre os ombros dos mais vulneráveis: povos originários, trabalhadores, mulheres, população negra, agricultores familiares e os pobres deste país.
Não foi acaso — foi projeto funcionando na sua concepção parcial, fascista e corrupta. Um projeto que tolerou e, em muitos casos, se alimentou de esquemas como rachadinhas, corrupção escancarada, ligações com redes criminosas e o velho vício de enriquecer às custas do dinheiro público. O Banco Master, redes milicianas e figuras marcadas enriqueceram – surrupiando o dinheiro público.
Em Santa Catarina, um dos símbolos desse alinhamento político de direita, em casos acumulados de prefeitos e parlamentares denunciados, cassados e até presos. Não são exceções, mas o retrato fiel da extrema direita, que se presente como donzela, mas tem sentimento de serpente. Diante disso, não cabe omissão: é hora de romper com a mal e reafirmar, um Brasil que pertença ao seu povo — e não aos que vivem de saqueá-lo.
Então, a escolha é clara: O projeto social de Lula ou a agenda necrófila da direita? Distribuir renda ou concentrar riqueza? Fortalecer a Petrobras ou entregá-la aos Yankes? Defender o PIX como instrumento público sem custo, ou entregar a interesses norte americano? Investir em saúde, ou negar a vacina e negligenciar a vida? Proteger o meio ambiente ou avançar o desmatamento e o agrotóxico, envenenando a população? A educação ser um direito de todos, ou um reserva para as elites dominantes?
Não é só uma eleição — é um rumo ao país. Está em jogo a causa maior: impedir a ascensão de uma ultradireita autoritária, racista, xenófoba, homofóbica e mentirosa — que alimenta o crime ambiental, aprofunda a desigualdade e concentra renda, enquanto ataca valores civilizatórios no Brasil.
É, no fundo, uma escolha de consciência. Entre o conformismo cínico descrito por Nelson Rodrigues — “finge-te de idiota, e terás o céu e a terra” — e o alerta de Leon Tolstói: há quem atravesse um bosque e enxergue apenas lenha para a fogueira.
Desta forma, o cenário é nítido: de um lado, um pajem de Trump, que almeja um Brasil submisso e obediente a interesses de um colonialismo que serve a si próprio, e não ao povo brasileiro. De outro, o Brasil brasileiro.
Diante disso, o dever cívico se impõe: é preciso romper com os parasitas que drenam a nação e construir um país solidário — não para lacaios, mas para os brasileiros.
Agora, ninguém mais pode dizer que não sabia.
Pensem nisso, enquanto lhes digo: Até logo!




