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Entidade acha exagero veto a tirar orelha e cauda de cão

Resolução – 21/03/2008

O presidente da Associação dos Clínicos Veterinárias de Pequenos Animais de Mato Grosso do Sul, Antônio Carlos de Abreu, disse que considerou exagerada e de difícil aplicação prática a resolução baixada ontem pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária que proíbe procedimentos de retirada de cauda, orelhas e cordas vocais de cães e ainda a retirada de unhas em gatos. Pela resolução, cirurgias do tipo só poderão ser realizadas quando houver algum tipo de risco para o animal.Normalmente, são operaões feitas por fim estético, ou ainda, no caso da retirada de cordas vocais, diante da irritação dos donos com o latido dos bichos.Abreu disse concordar  com o Conselho em relação à retirada de cordas vocais, que considera mutilante e limitadora da capacidade de expressão do cão, mas que discorda em relação aos outros procedimentos. De acordo com ele, é uma prática tão comum quanto é para o ser humano fazer, por exemplo, a retirada de uma verruga, procurando apenas o embelezamento.O profissional afirma que o animal passa nessas cirurgias pelo mesmo risco sofrido por qualquer pessoa que é submetida a um procedimento cirúrgico.Abreu citou que há, inclusive, informações de “práticos” que fazem esse tipo de procedimento sem a assistência que médico veterinário pode dar, alternativa que pode ser ainda mais procurada pelos donos de animais, em razão da proibição de fazer as cirurgias nos animais nas clínicas e pet shops. Para algumas raças de cães, as cirurgias já são padrão, como é o caso dos poodles, que têm os rabos tirados, ou ainda de pit bulls, que têm as orelhas cortadas.Assim como em outros lugares do país, o médico veterinário prevê que a medida pode enfrentar contestações judiciais. Na visão dele, se o dono do animal for à justiça exigir o direito de submeter o bicho aos procedimentos, terá ganho de causa. Pela resolução, os médicos veterinários só podem fazer a retirada de cauda, orelha, cordas vocais de cães ou de unha, no caso dos gatos, se houver algum tipo de risco para o bicho. Nestes casos, conforme o texto, o Conselho Regional de Medicina Veterinária deverá ser informado.  O profissional que não seguir a orientação pode sofrer processo.

Fonte: Campo Grande News

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