Arqueólogos encontraram novas evidências que podem mudar o entendimento sobre as práticas odontológicas do povo maia, que habitou a Mesoamérica (sul do México, Guatemala, Belize e Honduras) entre cerca de 2000 a.C. e 1697 d.C.
Segundo um estudo publicado na revista científica Journal of Archaeological Science: Reports, essa civilização utilizava pedras preciosas para preencher os dentes. Os estudiosos apontam que essas inserções não eram apenas estéticas, mas também podiam estar relacionadas a tentativas de tratamento.
Este é o primeiro registro de uma incrustação desse tipo entre os maias. Por meio de tomografia computadorizada de feixe cônico, identificaram calcificações na câmara pulpar. Esse tipo de reação indica que o procedimento foi realizado enquanto a pessoa ainda estava viva.
A principal hipótese é que o procedimento tenha tido finalidade terapêutica: a perfuração pode ter sido realizada para remover tecido afetado por cárie e, em seguida, selada com a pedra e um tipo de cimento possivelmente dotado de propriedades antibacterianas e anti-inflamatórias.
Os maias, por sua vez, mantinham uma dieta rica em milho, o que favorecia o surgimento de cáries e infecções dentárias. Uma segunda hipótese, mais cautelosa, sugere que o procedimento pode ter sido uma escolha sem função médica ou significado cultural amplamente difundido.
(Informações R7)




