29/06/2020 14h29 – Por: Folha de Dourados

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Sobre a matéria publicada nesta Folha, (leia aqui) na sexta-feira (26) a Energisa enviou o seguinte esclarecimento à redação:

“A Energisa informa que o processo de reajuste tarifário anual é regulado pela Aneel e previsto no contrato de concessão da empresa. Depois de postergado por 90 dias, a pedido da concessionária em virtude da pandemia, a aplicação do aumento na tarifa entra em vigor a partir de 1º de julho, conforme aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica.

Os consumidores terão um reajuste médio de 6,90% e a maior parcela se deu por conta dos custos de transmissão e geração de energia, além de encargos e impostos”.

Por outro lado, o Conselho dos Consumidores da Área de Concessão da Energisa MS (Concen), protocolou nesta segunda-feira, 29/06, recurso administrativo – Pedido de Reconsideração do índice de reajuste a vigorar a partir desta quarta-feira, de 6,9%, considerando a Resolução Normativa Nº 885, de 23 de junho de 2020, da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A expectativa é reduzir o impacto para 1,2% nas contas dos consumidores da área de concessão.

A resolução, que regulamenta a Conta-Covid, permitiu que os processos de RTA (Revisão Tarifária Anual) de a partir de então pudessem ter os componentes financeiros incluídos no empréstimo da Conta-Covid. Em síntese, com concordância das concessionárias, foi possível diluir estes efeitos em um momento de grande agravamento econômico para o período em que o empréstimo será pago por meio das faturas, que é de cinco anos.

Ao considerar somente os processos posteriores à homologação da resolução, o Concen observa que “há forte comprometimento do preceito constitucional da isonomia, previsto pela Constituição Federal” e, ainda, que o Código de Proteção e Defesa do Consumidor prevê, em seu artigo 6ª, inciso III, o direito de na composição do preço público serem mitigados os efeitos da pandemia.

“O que esperamos é que haja a reconsideração, alteração da resolução e que a Energisa MS esteja sensível à situação do consumidor neste momento de grande vulnerabilidade”, argumenta a presidente do Concen, Rosimeire Costa.

O Concen é composto de representantes das principais classes de consumo de MS, por meio de indicações das entidades constituídas: Fecomércio MS (cujo representante é o atual presidente da entidade), poder público, Famasul, Fiems e ABCCON/MS.

Energisa esquiva-se do anunciado aumento das contas de energia na quarta-feira

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