Enchente provocada pela chuva deve custar R$ 5,8 milhões em Aquidauana
Geral – 18/01/2010
A queda de pontes, destruição de estradas, interrupção no escoamento dos produtos agrícolas e o alagamento de 55 casas provocadas pelo período chuvoso vai custar ao menos R$ 5,8 milhões, segundo cálculo do prefeito da cidade Fauzi Muhamad Abdul Hamid Suleiman, do PMDB. O governador André Puccinelli, também peemedebista, está na cidade e recebeu do prefeito o relatório indicando o volume dos estragos.
As principais reivindicações do prefeito são a construção de 55 casas às famílias que, desde quinta-feira habitam o pátio de duas escolas estaduais, a Rotary Clube e a Cândido Mariano e ainda a drenagem de dois córregos de deságuam do rio Aquidauana, o João Dias e o Guanandi.
O município de Aquidauana fica a 140 quilômetros de Campo Grande e sempre enfrentou problemas com as enchentes. O rio Aquidauana atravessa o perímetro urbano e separa a cidade do município de Anastácio, região também afetada pela enchente.
A aposentada Atanazia Arruda, de 80 anos de idade, uma das desabrigadas, mora no bairro Guanandi com o filho pescador. Ela conta que “todos os anos” é forçada a abandonar a casa no período chuvoso. Ela se queixou da perda de um guarda-roupa e o sofá, levados pelas águas da chuva.
Dionísia de Jesus Brito, 70, 40 dos quais morando no bairro Guanandi, é outra desabrigada que desde quinta-feira recebe ajuda municipal na escola estadual Rotary Clube. Ela contou que “já perdeu as contas” de quantas vezes teve de sair da casa no fim de ano, em datas festivas como o Natal e Ano Novo.
Moram na casa de Dionísia 12 pessoas, entre as quais filhos, netos e bisnetos. A casa dela fica a uns 100 metros do rio Aquidauana. No período chuvoso, Dionísia é uma das primeiras que fica sem casa e perde os móveis.
As duas, Dionísia e Atanázia disseram que por “não suportarem” mais as enchentes aceitam a proposta do prefeito da cidade, que planeja tirar as famílias do bairro Guanandi que moram perto do rio. O projeto prevê a construção de 55 casas no bairro Carai, parte alta da cidade. O casal Odilene Fernandes, 26 e Reuel Correa do Nascimento, 21, também ficaram desabrigados com o filho pequeno. Os dois moram em Sidrolândia e foram passar as férias na casa de Neide Pires, 52, mãe Odilene, que mora no bairro Guanandi. A família teve tirar os móveis da casa e agora recebe ajuda municipal na escola. O casal não sabe quando retorna para a casa. Reuel ficou na cidade para ajudar a sogra.
O prefeito e o governo visitaram nesta semana as duas escolas que abrigam os desabrigados e também as pontes destruídas com a água.
Fonte: Folha doMS



