Empresas brasileiras têm atrito com Morales
Problemas – 22/08/2007
Três empresas brasileiras com vultuosos negócios na Bolívia vêm enfrentando dificuldades nas negociações com o governo Evo Morales nos últimos dias. O governo boliviano tem feito ameaças de rescindir ou de não renovar os contratos com as organizações brasileiras.
Na segunda-feira, dois prazos dados pelo governo boliviano à empreiteira Queiroz Galvão e à Petrobras chegaram ao fim sem solução aos impasses. Já o contrato provisório de fornecimento à termelétrica de Cuiabá –que parou de receber gás anteontem– termina no dia 31 sem que até ontem as duas partes entrassem em consenso, após vários meses de negociação.
A Queiroz Galvão corre o risco de ter rescindido o contrato de construção de uma obra viária que soma 433 km. A construtora é acusada de irregularidades na construção e de participar de um esquema para fraudar licitações no país. A empresa negou envolvimento em fraudes.
A Petrobras, por sua vez, vive um impasse em torno do abastecimento do mercado interno.Decreto presidencial de Morales assinado em dezembro determina que o abastecimento do mercado boliviano do gás seja o prioritário para as empresas instaladas no país. A Petrobras, no entanto, defende que a prioridade é o Brasil, conforme estabelecido no contrato de exportação, de 1996.
Quanto ao caso da Pantanal Energia, o chefe do escritório do governo de Mato Grosso em Brasília, Jefferson de Castro Júnior, que acompanha as negociações, disse considerar uma pressão da Bolívia a interrupção no fornecimento. Procurada, a YPFB não se pronunciou sobre a interrupção.
Fonte: Folha



