Empregados ameçam paralisar se não receberem salário de outubro
Usina Santa Olinda – 25/11/2009
Wilson Aquino*
Os empregados da Usina Santa Olinda, distrito de Quebra Coco, município de Sidrolândia, ameaçam paralisar as atividades se não receberem o salário de outubro e as férias concedidas e não pagas nos meses de abril, maio, junho e julho. Se confirmar a paralisação, seria pela sexta vez só este ano que os trabalhadores desse empresa recorrem a esse instrumento em protesto à falta de pagamento em dia, informa Oviedo Santos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Fabricação do Açúcar e Álcool de Rio Brilhante.
Oviedo, que está em Campo Grande em busca de apoio da Federação dos Trabalhadores nas Indústrias de Mato Grosso do Sul – FTI/MS para enfrentar mais uma vez a direção da empresa que tornou praxe o atraso de pagamento de salários, explicou que a usina é dirigida pelas empresas CBAA – Companhia Brasileira de Açúcar e Álcool e a Agrisul, ambas do empresário José Pessoa, dono de outras seis usinas de álcool no País.
O sindicalista informou também que as empresas efetuaram 40% do pagamento do salário do mês de outubro. “Sobre o restante a empresa não presta nenhuma informação, num total desrespeito aos trabalhadores que precisam de seus vencimentos para o sustento de suas famílias”, comentou Oviedo que tem o apoio de José Roberto Silva, presidente da federação.
Se as empresas não efetuarem o pagamento do restante do salário de outubro e não pagarem também a primeira parcela do 13º salário até o dia 30 de novembro, a categoria, segundo Oviedo, promete paralisar as atividades por tempo indeterminado.
O sindicato vai apoiar os trabalhadores que optaram por defenderem seus direitos trabalhistas . “É vergonhoso o que esse grupo esta fazendo com os trabalhadores e como se não bastasse a falta dos pagamentos atrasados, agora pegaram uma pratica de demitir trabalhadores sem dar qualquer explicação. E o que é pior: sem nenhuma expectativa de pagamento das verbas rescisórias”, desabafou o líder sindical.
Oviedo informou que os 150 trabalhadores que foram demitidos em maio desse ano ainda não receberam as verbas rescisórias. A empresa, segundo ele, tem “enrolado” esses profissionais. Por conta disso o sindicalista pede a intervenção e ajuda das autoridades do Ministério Público do Trabalho e do MTE, para que esses direitos sejam imediatamente quitados.
*Jornalista frelancer – 9983 – 2896
Fonte: Folha de Dourados



