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Embrapa Pantanal participa de eventos internacionais

Geral – 16/09/2008

Três pesquisadores da Embrapa Pantanal estão representando a Unidade em eventos latino-americanos. Dois deles já viajaram ao México e à Argentina. A pesquisadora Sandra Aparecida Santos se prepara para fazer duas palestras no 1º Congreso Internacional Desarollo y Producción Sostenible – Versión Sabanas Inundables y 1º Simpósio Recurso Genético Del Trópico Húmedo, que acontecem na Colômbia.O evento acontece entre 29 e 31 de outubro, em Arauca. Sandra fará as palestras ”Estúdio sobre prácticas de manejo de pasturas nativas en sabana inundable de la región del Pantanal brasilero” e “Utilizácion y conservación de razas naturalizadas em sistemas de producción de la región del Pantanal brasilero”. “Em função da multidisciplinaridade do centro de pesquisas, por sermos uma Unidade eco-regional e pela qualidade técnica de nossos pesquisadores, temos sido constantemente convidados a realizar palestras no Brasil e no exterior”, disse José Aníbal Comastri Filho,chefe-geral da Embrapa Pantanal (Corumbá-MS), Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.Segundo ele, essas contribuições da Embrapa Pantanal para outros países ajudam a elevar o nome da empresa no cenário nacional e internacional. “Faz com que a Embrapa tenha o reconhecimento devido pela sua doação em prol do desenvolvimento sustentável do agronegócio”, afirmou Comastri.RESISTÊNCIA PARASITÁRIAO pesquisador Antonio Thadeu de Barros esteve em Vera Cruz, no México, nos dias 1º e 2 de setembro, participando da reunião anual do Grupo de Trabalho da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) em Resistência Parasitária. Há alguns anos, Thadeu faz parte deste grupo de especialistas, que conta com a participação de vários países, como Estados Unidos, Austrália, Colômbia, Uruguai, Alemanha e Brasil.”É um fórum de discussão sobre resistência em endo e ectoparasitas, A inserção da Embrapa neste fórum é um reconhecimento institucional, considerando que o grupo é bastante restrito”, afirmou.Neste ano, o pesquisador apresentou palestra sobre a influência das doses inseticidas no desenvolvimento da resistência. “É sempre uma valiosa oportunidade de intercâmbio científico e institucional, além da cooperação internacional. As discussões abordam o problema desde o cotidiano dos produtores rurais até desafios globais à produção pecuária”, disse Thadeu.Segundo ele, a resistência parasitária é considerada prioridade pela FAO, que organiza eventos anuais para discutir o tema e propor recomendações técnicas, planos de ação e diretrizes sobre o assunto.AQÜICULTURAO pesquisador Agostinho Catella acaba de retornar da cidade de Resistencia, na Província del Chaco, Argentina, onde participou do 3º Seminario Internacional de Acuicultura Continental, realizado de 26 a 29 de agosto. Ele apresentou o trabalho “La pesca y la acuicultura como actividades complementarias para la producción de pescado”. O evento teve como público-alvo principalmente piscicultores argentinos e, entre os palestrantes, foram incluídos pesquisadores do Brasil, do México e da Argentina, segundo ele.O pesquisador informou que a “aqüicultura ainda é pouco desenvolvida na Argentina” e durante o seminário, foi apresentada aos participantes uma visão geral dessa atividade, incluindo as etapas da alimentação e cuidados sanitários, o uso de produtos e de tecnologias adequadas ao manejo, aspectos econômicos e inserção do pescado no mercado, além de informações sobre a reprodução, entre outros temas. “Como o país é subtropical, com clima mais frio que o nosso, há espécies nativas que são cultivadas no Brasil, mas que não se adaptam lá. Eles precisam escolher espécies adequadas e, de preferência, autóctones, que são naturalmente pré-adaptadas às condições locais”, afirmou. Em sua palestra, Agostinho explicou que a pesca e a piscicultura são atividades parceiras e não antagônicas na produção de pescado para a sociedade. As duas dependem dos peixes enquanto recursos naturais renováveis, a pesca, mais diretamente, mas a piscicultura também porque a fonte de matrizes/reprodutores e de espécies a serem utilizadas no futuro sempre é o rio. A pesca sustentável garante a conservação pelo uso dos recursos pesqueiros ao mesmo tempo em que realiza, de forma automática, o monitoramento da qualidade ambiental.Ele abordou também fatores de riscos que podem causar perda de qualidade ambiental, provenientes de atividades externas à pesca e que podem reduzir a produção dos estoques e comprometer a qualidade das águas utilizadas na piscicultura. O evento foi promovido pelo CFI (Consejo Federal de Inversiones), uma instituição que tem a função de buscar alternativas equilibradas de desenvolvimento para o país.

Fonte: Folha de Dourados

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