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Embrapa e Fundação Vegetal apresentam cultivares de soja em dias de campo de verão

Região – 30/01/2008

Desde 1998, a Embrapa Agropecuária Oeste, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, realiza os trabalhos de desenvolvimento de cultivares de soja adaptadas para o Mato Grosso do Sul em parceria com a Fundação Vegetal, Embrapa Soja e Embrapa Transferência de Tecnologia.
A partir da safra 2004/2005, o Programa de Melhoramento foi ampliado, com o intuito de obter progênies e linhagens com elevado potencial produtivo e adaptadas ao Estado e agregando resistência às principais doenças e nematóides. Isso aumentou, consideravelmente, o número de progênies e linhagens avaliadas, incrementando as cultivares indicadas.
Até a safra 2003/2004, ocorria a introdução de, aproximadamente, 1.500 genótipos por ano. Na seguinte, a parceria com essas instituições de pesquisa, possibilitou incluir o trabalho de seleção em 200 populações segregantes (sendo 50% convencionais e 50% transgênicos), a partir do qual foram selecionadas cerca de 6 mil plantas e, na safra 2006/2007, foram selecionados 3 mil materiais, com a introdução de 300 populações e 10 mil progênies.
“Hoje o nosso banco de germoplasma é formado por materiais transgênicos, 58%, e convencionais, 42%, contemplando desde a etapa de seleção de plantas, a qual chamamos de populações segregantes (“berçário”), até os ensaios finais de VCU para lançamento ou não de cultivares”, explica Carlos Lásaro, melhorista da Embrapa.
Para isso, há nove pontos de ensaios espalhados por Mato Grosso do Sul, testando os materiais do Programa de Melhoramento: na região Centro-Sul, os municípios de Dourados, Maracaju, Ponta Porã, Naviraí, Sidrolândia e Barreirão (distrito); e ao norte, São Gabriel do Oeste, Sonora e Chapadão do Sul.
Segundo o pesquisador Lásaro, há uma prospecção, na qual “o produtor pode esperar, a partir da próxima safra, dependendo da sinalização do mercado, que procura materiais precoces e adaptados à safrinha, em torno de dois materiais a cada ano agrícola tanto convencional quanto transgênico”.
“A linha de pesquisa do Programa de Melhoramento visa o produto final. O produtor plantando nossa cultivar. A Embrapa e a Fundação Vegetal estão buscando transferir a esses produtores, de forma estratégica, levando-os a experimentar nosso material”, revela.
Dias de Campo – atualmente, o Programa de Melhoramento tem a BRS 239 e a BRS 245 RR como carro-chefe de suas atividades. A BRS 239, de acordo com Lásaro, é altamente adaptada às condições climáticas do Estado, com elevada estabilidade produtiva e tolerância à nematóide de galha. Já a BRS 245 RR é uma das transgênicas mais plantadas na região e com alta estabilidade produtiva.
Os produtores poderão ter idéia desses resultados nos dias de campo que a Embrapa e parceiros que estarão realizando nos próximos dias. Dias 31 e 1º de fevereiro na Fazenda Jotabasso, em Ponta Porã-MS. Dia 7, quinta-feira, a Copasul promove um encontro na Fazenda Don Francisco, em Itaquiraí-MS; e no dia 9, a Agrojangada, em seu campo experimental, localizado em Itaporã-MS, demonstrará essas e outras cultivares de soja.

Fonte: Folha de Dourados

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