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Embrapa comemora 33 anos com foco para a sustentabilidade

Dourados – 18/06/2008

A Embrapa Agropecuária Oeste, com sede em Dourados, empresa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, uma das 41 unidades do País, comemora 33 anos, criada em 13 de junho de 1975.
Ao longo desse período desenvolveu estudos em várias linhas de pesquisa, mas o seu principal foco continua sendo, projetos que visam a redução de custos de produção e a busca de sistemas de produção sustentáveis do ponto de vista econômico, social, ambiental e político.
Os trabalhos se iniciaram basicamente com a cultura do trigo, antecedendo as pesquisas com soja, arroz, milho, feijão e dentro dessas culturas, pesquisas em diferentes linhas. Três décadas depois se tem uma quantidade grande de tecnologias desenvolvidas, juntamente com outras instituições que atuam na região e no Estado como as universidades e fundações. É marcante e decisivo o crescimento e o desenvolvimento da região onde a Embrapa atua, destacando principalmente os Sistemas Plantio Direto e o de Integração Lavoura e Pecuária que já são realidades no Estado.
O Sistema de Integração Lavoura e Pecuária é um exemplo importante de produção de grãos e de carne porque por intermédio dessa tecnologia se melhora as pastagens e consequentemente se obtém uma maior produção de grãos.
“O Paradigma da agricultura brasileira é o sistema sustentável, não mais só a produção, mas a Sustentabilidade dos agroecossistemas”, afirma Doutor Fernando Lamas, chefe Geral da Embrapa Agropecuária Oeste.
Ao longo desse tempo, foram desenvolvidas práticas de controle de pragas, de doenças, uma série de tecnologias que tem contribuído para que Mato Grosso do Sul e a região de Dourados ocupem posição de destaque no cenário brasileiro, além da participação nas pesquisas e transferência de tecnologias nos estados de MT, SP e PR. Podemos destacar a importância da região na produção de soja, de milho, especialmente milho segunda safra, uma participação significativa do algodão e na produção de carne. Em todas estas áreas a Embrapa tem dado a sua contribuição para a sustentabilidade.
Novas tecnologias estão surgindo a cada dia, os desafios também são maiores. No início a pesquisa gerava facilmente uma cultivar de soja com uma produção de 20% maior, comparada com as já existentes no mercado, hoje é necessário gerar cultivar focada na sustentabilidade, elas devem ser geradas com maior resistência à seca, maior teor de óleo, melhor teor de proteína, tecnologias que vêm agregar valores ao produto e, logicamente, o aumento da produção.
A Embrapa Agropecuária Oeste desenvolve as suas pesquisas em duas bases físicas, totalizando 574 hectares, sendo 404 ha em Dourados, onde está localizada a sede; e 170 ha, em Ponta Porã. Possui 5.000 m2 de área construída entre eles laboratórios de solos, plantas e corretivos, microbiologia do solo, fitopatologia, entomologia, nematologia, geoprocessamento, informática, piscicultura, modelagem matemática e simulação de sistemas; biotecnologia e resíduos laboratoriais. Além disso, há uma estação agrometeorológica automática, casas de vegetação, campo experimental, biblioteca com cerca de 40 mil volumes, auditório, salas para reuniões e demais prédios.
Atua com uma equipe com 120 funcionários, dentre eles 33 pesquisadores sendo 22 com títulos de Doutores/PhD e 11 mestres, nas mais diversas áreas, além de 22 especialistas e 65 de apoio técnico e administrativo. Todos os projetos são desenvolvidos em parceria com Instituições de pesquisa, ensino, transferência de tecnologia e de comunicação.
De acordo com Lamas, “A Embrapa Agropecuária Oeste tem muitos desafios a serem superados à exemplo da geração de tecnologia poupadora de insumos como acontece nos trabalhos relacionados com fixação biológica de nitrogênio, especialmente nas culturas da soja e feijoeiro, buscando a maximização do seu potencial através de trabalhos de pesquisa. Esses estudos visam o incremento de produtividade com baixo custo e sustentabilidade ambiental conduzindo a incrementos da ordem de 100% na cultura do feijoeiro, quando comparados à média nacional de produtividade, pesquisa já disponível, recentemente desenvolvida pela equipe de pesquisa desta unidade.
Outro trabalho importante neste processo é o monitoramento da qualidade do solo com uso de indicadores sensíveis capazes de detectar mais rapidamente alterações de sistemas produtivos em função da prática de manejo adequada, entre os quais se destacando os indicadores microbiológicos da qualidade do solo. Além disso, o entendimento do funcionamento biodinâmico do solo tem sido obtido com o monitoramento de atributos biológicos do solo como a diversidade e densidade das comunidades da fauna edáfica.
“Mas o desafio da pesquisa também continua, com projetos que visam a preservação ambiental, pois Mato Grosso do Sul ainda tem uma área de pastagem degradada muito grande, dos sete milhões de hectares cultivados, em torno de 40% tem algum grau de degradação. Assim, entendemos que sociedade pode interagir com atitudes que contribuam para a melhoria  não só da produção mas da qualidade de  vida para os nossos filhos, para os nossos netos e para todos que estão por vir.

Fonte: Folha de Dourados

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