Em MS, 3,5 mil detentos trabalham na prisão, diz pesquisa da Agepen
Pesquisa – 03/05/2009
Mato Grosso do Sul possui número de presidiários que desempenham algum tipo de serviço no local de detenção é superior à média nacional. Neste mês que teve início com o Dia do Trabalho, os dados sul-mato-grossenses são expressivos neste setor.
São cerca de 3,5 mil detentos que trabalham neste regime, segundo a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Carcerário). A quantia representa 12% a mais que a média brasileira. O Estado possui 42 unidades prisionais hoje ocupadas por cerca de 11 mil detentos.
Os dados levantados pelo Infopen (Sistema de Informações Penitenciárias) do Ministério da Justiça, apontam que o montante de presidiários que realizam atividades laborais chega a 25% no Brasil.
Os trabalhos são desenvolvidos por intermédio de convênios de cooperação mútua entre Agepen e empresas do setor privado ou público, ou simplesmente mantidas pelas próprias Unidades Penais.
Em Mato Grosso do Saul, os internos que exercem atividades remuneradas correspondem a mais de 50% do total. O ganho dos detentos alcança no mínimo R$ 348,75 (3/4 do salário mínimo) ou incide sobre a produção de cada trabalhador, segundo a Agepen.
Trabalhar na prisão também é um meio de os reeducandos ficarem menos tempo na prisão, pois a cada três dias trabalhados eles conquistam um dia na remição na pena.
Em texto publicado no site oficial de notícias do governo do Estado, o supervisor da Divisão de Trabalho da Agepen Alcides Rodrigues afirma que os empresários e a sociedade de um modo geral está cada vez mais consciente de que auxiliar na recuperação do hoje detento é fundamental para um País mais justo e mais seguro.
“Em janeiro de 2007 contabilizávamos que 26% dos internos estavam envolvidos em atividades laborais, ou seja, em dois anos, o aumento foi superior a seis pontos percentuais, mesmo com o crescimento da massa carcerária”, informa.
Para a Agepen, o crescimento do número de parceiros se deve a maior conscientização das pessoas na importância da reinserção social. Outro ponto positivo, conforme a Agência, é que a ocupação da mão-de-obra prisional é bastante viável para os empresários do ponto de vista econômico.(Com informações da Agepen)
Fonte: Midiamax



