Em Israel, mulheres ganham 64% do salário dos homens
Dia da Mulher – 08/03/2009
O casamento e a maternidade aumentam a brecha salarial entre sexos, pois implicam frequentemente que a mulher deixe seu trabalho ou passe para meia jornada, segundo um estudo da universidade israelense de Bar-Ilan divulgado por ocasião do Dia Internacional da Mulher. O Escritório Central de Estatísticas de Israel contabiliza no país três vezes mais mulheres com contratos temporários (36,4%) que homens (12,4%).
Esta desproporção, unida à discriminação entre sexos, explica que as mulheres trabalhadoras recebem no Estado judeu 64% do salário médio dos homens, assinala o relatório efetuado pelo Centro Rackman para o Avanço do Status da Mulher da Universidade de Bar-Ilan, perto de Tel Aviv, e do qual dá conta neste domingo (8) o jornal “Haaretz”. “O estudo mostra claramente que se casar prejudica o poder aquisitivo da mulher e aumenta o do homem”, diz a responsável do centro Rackman, Ruth Halperin-Kadari. “Assim, em comparação aos homens casados, as mulheres casadas ganham menos e ainda menos conforme envelhecem, enquanto as mulheres solteiras se aproximam mais da média masculina segundo se tornam adultas”, acrescenta. “As mulheres trabalham menos horas porque criam os filhos e fazem os trabalhos domésticos. A maternidade é, portanto, o principal fator que perpetua a diferença de poder aquisitivo entre homens e mulheres”, ressalta Halperin-Kadari.
A investigadora israelense explica que esta circunstância é ainda mais marcada no caso concreto de seu país porque “tem uma das médias de natalidade mais altas do mundo ocidental, mas as infraestruturas de cuidado de crianças e a possibilidade que ambos os progenitores desempenhem um papel como força de trabalho são extremamente limitadas”.
Fonte: G1



