Em Dourados, 30 toneladas/dia de lixo poderiam ser recicladas
Cidade – 29/10/2007
A produção diária de lixo em Dourados é de pelo menos 110 toneladas, que são encaminhadas ao aterro sanitário do município. Deste total, pelo menos 30 toneladas são de produtos recicláveis, como garrafas, papel, plástico e metal, que poderiam ser encaminhados para reciclagem, segundo divulgado pela Prefeitura. Apesar do alto volume de lixo potencialmente reciclável recolhido ao aterro sanitário (mais de 25%), a Prefeitura ainda não implantou um programa de coleta seletiva. Ale, do prejuízo ambiental, o aterro sanitário de Dourados perde 25% de sua vida útil por falta de um projeto de coleta seletiva.
A professora Ivete Pedroso desenvolve há quatro meses o projeto “Recolhe-Recicla” na Agecold (Associação dos Agentes Ecológicos de Dourados). Segundo ela, o projeto tem como intuito promover a revitalização da Agecold, além da conscientização da população sobre a destinação correta do lixo.
Segundo a professora, a idéia é levar o projeto, inicialmente, a toda a estrutura do poder público, já que a Agecold também é um espaço público. Segundo ela, a proposta é sensibilizar a população para que haja uma mudança de comportamento e atitude diante da coleta seletiva. “Se fizermos uma pesquisa geral, mais de 99% da população têm consciência sobre a reciclagem. Apesar disto, uma parcela muito pequena executa ações efetivas dentro de casa e no trabalho”, afirma.
Apesar da realização de campanhas educativas, ainda falta ao município um programa que viabilize a coleta seletiva. A dona de casa Jacqueline Botelho (28), diz que separa o lixo em sua residência, conforme aprendeu “na televisão”, diz. “Mas depois de tudo separado eu acabo tendo que colocar na rua os sacos, e quando o caminhão vem joga tudo dentro e mistura, então eu não sei para que serviu todo meu trabalho”, reclama a dona de casa.
De acordo com a pesquisadora, todos os dias, a Agecold poderia receber pelo menos 30 toneladas de materiais recicláveis, como plástico, metal, vidro e papel. O primeiro passo, segundo ela, é separar o lixo seco (reciclável) do lixo molhado (orgânico). “A destinação destes materiais para reciclagem pode gerar emprego, lucro e qualidade de vida para muitas famílias que dependem deste trabalho. Além disso, cada quilo destinado à reciclagem reduz o impacto do lixo no meio ambiente”, orientou.
Fonte: Folha de Dourados



