Vários tabletes de droga foram encontrados caídos no lavoura. — Foto: Redes sociais/Reprodução

Investigação aponta que dupla decolou do Paraguai por volta das 3h30. Em seguida, entraram no território brasileiro por Ponta Porã (MS), voando a baixa altura. Corpos foram identificados pelas mães no IML

A investigação do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), sobre a queda do helicóptero em Ponta Porã, região de fronteira com o Paraguai, apontou que, em cinco minutos, a dupla entrou em território brasileiro e houve o acidente. Os corpos deles estão sendo identificados nesta manhã (21), no Instituto de Medicina Legal (IML) do município.

Conforme a polícia, os rapazes estavam transportando 246 kg de cocaína pura. A investigação constatou que eles decolaram, por volta das 3h30, do Paraguai, e entraram no território brasileiro pela região rural de Ponta Porã, voando a baixa altura.

Na ocasião, pelo clima e horário, havia muito nevoeiro, o que dificultava a visualização do voo em relação ao terreno, de acordo com o Dracco. Desta forma, a polícia aponta que, em cerca de cinco minutos, eles colidiram violentamente com o solo em uma área de plantação de soja.

A polícia identificou como sendo um rapaz de 20 anos e outro de 24 anos os mortos após a queda do helicóptero.

Mesmo com a identificação por parte das mães, o Dracco ressalta que é necessária a confirmação pelo exame de DNA, já que parte dos corpos estava bastante queimado. No decorrer do dia, as mães e outras testemunhas também prestam depoimento.

A polícia também ressaltou que localizou documentos de identificação no local da queda da aeronave e constatou que “os rapazes são conhecidos e tinham vínculo de convivência”, segundo afirmou ao g1 a delegada Ana Cláudia Medina, titular da unidade policial.

Queda do helicóptero

A queda do helicóptero ocorreu na manhã desta quarta-feira (20), em Ponta Porã. É possível ver vários tabletes de drogas e os destroços da aeronave.

A Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) disse que a navegação aérea não tem informações sobre o helicóptero, o que significa que a aeronave estava em voo clandestino.

Além da Polícia Civil, equipe do Batalhão de Choque da Polícia Militar (BpChoque) e perícia estiveram no local. (G1/MS)

Comentários do Facebook