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Ela fingiu gravidez, foi aceita na família do ex e envenenou o café da manhã deles

A advogada Amanda Partata Mortoza, de 31 anos, foi condenada a 6 anos e 2 meses de prisão pelos crimes de extorsão, perseguição e falsidade ideológica praticados contra o ex-namorado. A decisão foi proferida no dia 10 de junho pelo juiz Luciano Borges da Silva.

Amanda está presa desde dezembro de 2023 e aguarda julgamento por uma acusação ainda mais grave: o suposto envenenamento de Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, pai do ex-namorado, e de Luzia Tereza Alves, de 86 anos, mãe dele.

Segundo as investigações, o relacionamento entre Amanda e o ex-companheiro durou pouco mais de um mês e terminou em julho de 2023. Após o fim da relação, ela teria fingido estar grávida para manter contato com a família dele e chegou a organizar um chá revelação para anunciar o sexo do suposto bebê.

De acordo com a Polícia Civil, no dia 17 de dezembro de 2023, Amanda levou alimentos para a casa dos familiares do ex-namorado, entre eles bolos de pote, pão de queijo, biscoitos e suco. Após consumirem os alimentos, Leonardo e Luzia passaram mal, apresentando dores abdominais, vômitos e diarreia. Os dois foram internados em Goiânia, mas não resistiram.

Leonardo morreu no mesmo dia. Luzia faleceu no dia seguinte.

Inicialmente, familiares suspeitaram de uma possível intoxicação alimentar causada pelos doces consumidos. A hipótese levou órgãos de fiscalização a realizarem inspeções na doceria responsável pelos produtos.

Em nota divulgada à época, o Procon Goiás informou que não encontrou irregularidades nos alimentos fiscalizados e encaminhou as informações para a Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios. As investigações posteriores descartaram a hipótese de contaminação dos produtos vendidos pela empresa.

Segundo a polícia, Amanda teria pesquisado na internet informações sobre venenos e adquirido uma substância sem gosto e sem odor antes do crime. Os investigadores apontam que os alimentos levados à residência teriam sido adulterados.

Um dos familiares não consumiu os doces e escapou. Outro parente também teria sido afetado. “O caso é bem complexo, envolve um grau de psicopatia. O que nós adiantamos é que, de fato, se trata de um duplo homicídio por envenenamento”, afirmou o delegado Carlos Alfama durante as investigações.

A defesa de Amanda informou ao g1 que pretende recorrer da condenação pelos crimes contra o ex-namorado. O advogado Rodrigo Faucz sustenta que a sentença não reflete o conjunto de provas apresentado no processo e afirma que a cliente apresenta problemas de saúde mental.

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