Educação em casa via web causa controvérsia
– 04/02/2008
Nas manhãs de dias de semana, três dos filhos de Tracie Weldie tomam seu café da manhã, arrumam suas camas e saem para as aulas na escola pública – no caso deles, instalada no porão da casa de subúrbio em que vivem, em Milwaukee. Eles passam o dia sendo orientados pela mãe quanto a matemática e outras matérias, com base em planos de aula oferecidos por uma escola pública que opera na Internet.
Há cerca de meio milhão de crianças norte-americanas que estudam online, e um grupo significativo, como no caso dos Weldie, recebe educação de escolas públicas virtuais. O rápido crescimento dessas escolas provocou debate nos tribunais e Legislativos estaduais do país com relação a questões de financiamento, porque essas escolas concorrem com os distritos de educação locais pelas verbas públicas. Também surgiram controvérsias quanto à adequação do ensino virtual às necessidades de crianças de pouca idade.
Um dos debates mais intensos envolve a escola dos Weldie, no Wisconsin, onde na semana passada os partidários da educação caseira com assistência da Internet conseguiram convencer o Legislativo estadual a manter aberta a instituição – bem como outras 11 escolas virtuais -, apesar da oposição do sindicato dos professores.
John Watson, um consultor do Colorado que conduz um estudo anual sobre os projetos de educação via Internet dos Estados Unidos, disse que os acontecimentos no Wisconsin seguiram o padrão dos demais Estados nos quais as escolas online se expandiram.
“Alguém começa a questionar o que está acontecendo, a duvidar que seja sensato”, diz Watson. “Mas, depois de uma investigação, quase todos os Estados decidem que apreciam a educação online, embora considerem que técnicas tão novas de ensino como essas exigirão mudanças em alguns regulamentos, e mais fiscalização”.
Há dois modelos predominantes de escola online. Na Flórida, Illinois e meia dúzia de outros Estados, o crescimento vem sendo conduzido por escolas online financiadas e operadas pelo Estado, que não oferecem diplomas regulares mas sim cursos suplementares aos das escolas tradicionais. Essas escolas em geral só aceitam alunos da 8ª à 12ª séries.
Na Florida Virtual School, a maior escola online dos Estados Unidos, há mais de 50 mil estudantes matriculados este ano. As autoridades escolares de Traverse City, no Michigan, esperam utilizar os cursos online oferecidos pela Michigan Virtual School, a partir do próximo ano letivo, para educar centenas de estudantes em casa, o que ajudaria a aliviar a escassez de salas de aula no Estado.
Fonte: Folha de Dourados



