Redação –
Uma cachorrinha que vivia nas ruas do Condomínio Village Parati, em Campo Grande, foi encontrada morta com ferimentos que, segundo moradores, seriam compatíveis com golpes de objeto perfurante. O caso gerou revolta entre os residentes, que tentam descobrir quem teria cometido o ato.
De acordo com informações do Top Mídia News, o animal era conhecido pelos moradores e costumava permanecer em frente a algumas residências do condomínio, onde recebia alimento e atenção de parte da comunidade.
Uma moradora contou que a cachorrinha foi encontrada morta na frente de uma casa e apresentava perfurações na região da barriga. Segundo ela, há suspeitas de que o crime tenha ocorrido durante a madrugada.
“Queria muito que a pessoa que fez isso pagasse pelo que fez. É totalmente desumano”, afirmou.
A denunciante disse ainda que acredita que o autor seja alguém de dentro do condomínio, já que havia reclamações frequentes envolvendo o animal. Conforme o relato, a cachorrinha teria mordido algumas pessoas, embora os episódios não tenham causado ferimentos graves.
Apesar disso, a moradora ressaltou que o animal costumava interagir com crianças que viviam no local.
Ela também informou que outra residente registrou um boletim de ocorrência de forma virtual e que moradores tentam localizar imagens de câmeras particulares que possam ajudar a identificar o responsável. As câmeras instaladas nos postes do condomínio, no entanto, ainda não estariam em funcionamento.
Em mensagem encaminhada aos moradores, o síndico confirmou ter comunicado o caso à polícia no dia em que o animal foi encontrado. Ele afirmou que também espera que imagens de câmeras da vizinhança possam ajudar nas investigações.
“Espero que a polícia tenha ideia do que aconteceu e que alguém tenha imagem para aquele lado, para podermos tentar encontrar esse ser asqueroso”, escreveu.
O síndico também lamentou o ocorrido e classificou o caso como um ato de extrema crueldade. Segundo os relatos, a cachorrinha não possuía tutor identificado, mas vivia há bastante tempo no condomínio e era alimentada por diversos moradores.
A Lei Federal nº 9.605/1998 prevê pena de dois a cinco anos de reclusão, multa e proibição da guarda para quem praticar maus-tratos contra cães e gatos. Até o momento, não há informações sobre suspeitos ou sobre eventual andamento da investigação policial.


