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‘É muito massacrante ser jogador no Brasil’, desabafa Neymar

“Trabalho desde pequeno. Com 13 e 14 anos eu não viajava com o colégio, não ia para o cinema com os amigos à noite, porque tinha treino e jogo no dia seguinte de manhã.

“Falava ‘Cara…, meus amigos tudo na escola, e eu aqui em casa olhando para o teto’.

“Paga um preço ser jogador, é difícil.

“O Brasil é muito massacrante. A galera te massacra demais e eles não entendem que você é uma pessoa normal.

“Sou grato para cara…, mas eu trabalhei para isso.

“Sou ser humano. Tenho os sentimentos, também sofro, sinto dor, acordo de mau humor, choro, fico puto, fico feliz, sou normal, ué.

“Por que não posso fazer as coisas normais?”

Sim, agora será toda semana.

Neymar usará seu engajamento extraordinário nas redes sociais comandar um levante digital a seu favor, até o dia 18 de maio, quando será a última convocação de Carlo Ancelotti.

Primeiro, já mostrou o quanto está treinando para ir à Copa ( como se os outros jogadores também não treinassem).

Hoje fez questão de ir pelo lado emocional.

Quer que todos entendam que ele é uma pessoa normal.

Pode fazer o que quiser e não admite julgamentos.

Ele está completamente enganado.

Primeiro que ele não é uma pessoa normal.

Ninguém alcançaria um patrimônio de R$ 5,2 bilhões chutando bola.

Ele tem talento incrível.

É o melhor jogador do Brasil há 14 anos.

Desde 2011, a grande esperança para ganhar uma Copa.

Há 15 anos recebe salários milionários.

Fez redes de tevê duelarem para transmitir o fraco Campeonato Árabe porque lá estava ele.

Já havia sido assim com o entediante Campeonato Francês.

Emissoras donas dos direitos da Champions League usavam seu rosto em qualquer transmissão.

Ele carrega não só o desejo de brasileiros de voltarem a ganhar uma Copa do Mundo.

Representa o clube que o paga.

Dentro ou fora do futebol.

Por isso quando decide ir para baladas, sabe que o desgaste da noite vai acarretar para o seu físico franzino, de 44 lesões e cinco cirurgias.

Não é justo com o clube que o paga.

Com torcedores que são alucinados pelo jogador e não entendem quando ele não consegue render o que se espera.

Com dirigentes, como Marcelo Teixeira, que enfrenta aliados para manter Neymar no Santos, que deve mais de R$ 1 bilhão. Paga R$ 9 milhões pelo privilégio.

Com o presidente da CBF, Samir Saud, que o defende em cada entrevista. Mas faltam argumentos ao saber do maneira que Neymar segue vivendo.

Carlo Ancelotti também gostaria de ter um jogador de tamanho talento na sua Seleção.

Só que não pode convocar alguém pelo seu passado, que não rende em campo. Visivelmente se poupa, anda no segundo tempo dos jogos.

Detalhista, o técnico tem direito ao mapa de calor do Santos.

Sabe o quanto Neymar participou ou deixo de participar do jogo.

Só não é substituído porque domina o Santos.

Treinadores da Vila Belmiro se submetem porque não têm saída. Neymar é muito maior que eles.

Neymar jamais foi massacrado no Santos.

Nem pela imprensa.

Veículos de comunicação que transmitirão a Copa do Mundo têm o maior interesse que Neymar vá.

Ele é protegido por narradores, por repórteres, por comentaristas.

Eles sim, massacram o seu dever de informar, com isenção.

A geração atual de atletas perdeu a identificação com o torcedor comum. Os anos e anos de Europa fazem que alguns não sejam sequer reconhecidos quando etão em campo com a camiseta amarela.

Neymar reclmar de massacre é absurdo.

Ele queria palmas, ao dançar ‘até o chão’ com uma bota protetora, que segurava seu pé com ligamentos reconstruídos.

Ou parabéns por cobrar pênalti ‘frio’, sem aquecimento algum, para o seu time Fúria no torneio Kings League, que deverá seguir quando acabar a carreira.

Neymar cumpriu o que prometeu quando começou sua carreira.

“Vou jogar e viver como eu quiser.”

Fez isso, perdeu noites, se desgastou.

Sua vida foi exposta.

Até a mais íntima.

Quando tomou um tapa no rosto de Najila Trindade.

Ninguém precisou correr atrás.

Neymar é muito inteligente.

E lutou muito para ser um dos atletas mais midiáticos do mundo.

Caminha para 280 milhões de seguidores em todas as redes.

Ele se expõe todos os dias, com fotos e vídeos.

Se coloca para julgamento.

E se diz massacrado.

O Santos deve mais de um bilhão de reais.

Paga ao atacante cerca de nove milhões.

Qual o retorno técnico que ele deu, desde que voltou, em 2025?

O clube sequer chegou a uma final.

Na semana passada ele se disse ‘chateado’ por não ter sido convocado para os amistosos diante da França e Croácia.

Hoje afirma ser massacrado no Brasil.

Ele escolheu ser jogador de futebol.

Tem o patrimônio espetacular.

Fez por onde.

É aplaudido por onde vai.

Suas entrevistas são disputadas a tapa.

Ele jamais reclamou dos inúmeros elogios que recebeu.

Mesmo dos jornalistas que ele diz que o perseguem.

Neymar, aos 34 anos, sabe que está na fase final da carreira.

E que se não for essa Copa do Mundo, não haverá mais alguma.

Busca justificativas nos outros para o momento difícil que vive.

Ninguém tem culpa de suas lesões.

Mas a escolha para representa o Brasil, país pentacampeão em uma Copa, tem de se justa.

Ele que jogue e mostre o seu talento mais uma vez.

E pare com essa campanha digital e vazia.

Sim, vazia.

Já que Neymar se expõe de livre vontade é porque admite ser julgado.

Se existe um ser humano neste país que não pode jamais reclamar da falta de consideração, de apoio, de privilégios se chama Neymar da Silva Santos Junior…

(Informações R7)

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