Ilustração: Mihai Cauli

Por Julio Pompeu, no site Terapia Política –

E agora, Jair?
A manifestação flopou,
o Supremo abriu,
o dólar subiu,
a bolsa caiu,
e agora, Jair?
e agora, mito?
você que manda,
que zomba dos mortos,
você que engana,
que incita e arrega?
e agora, Jair?

Está sem o Trump,
está sem discurso,
está sem saída.
Já não pode ganhar,
já não pode melar,
de governar é incapaz.
O tempo fechou,
o banqueiro não apoiou,
o fechamento não veio,
o horror não veio,
não veio o golpe,
e tudo acalmou
e tudo voltou
e tudo continuou,
e agora, Jair?

E agora, Jair?
Sua morta palavra,
sua cólera infantil,
sua gula e jejum,
sua rede raivosa,
sua carta do Temer,
seu telhado de vidro,
sua milícia,
seu ódio – e agora?

Com fuzil e canhão
quer matar o comunismo,
não há comunismo;
quer deter a conspiração
mas o que há é sua incompetência;
quer privatizar tudo,
mas nem isso cê consegue.
Jair, e agora?

Se você pensasse,
se você se responsabilizasse,
se você tocasse
a sanfona do Gilson,
se você dormisse,
se você trabalhasse,
se você saísse…
Mas você não sai,
você é um mala, Jair!

Sozinho no Alvorada
qual menino mimado,
sem ideologia,
sem a Faria Lima,
para te bajular,
sem caminhoneiro bobo
e milico alucinado,
você marcha, Jair!
Jair, para onde?

E a ti, Drummond,
perdão peço
pela troça
Com teu verso.
Tu não mereces
o desgosto do plágio,
nem de saber dessa gente,
ressentida e brega,
que mente, mata,
corrompe e destrói
tudo que há de puro,
tudo que há de belo.

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