Uma mulher mantida em cárcere privado pelo companheiro foi resgatada no sábado (25) por forças de segurança, na comunidade Ermon, no Furo do Macaco. Este é o segundo caso registrado no Estado, em menos de 48 horas. No mesmo dia, o Centro Integrado de Operações (Ciop) também auxiliou no resgate de outra vítima, em Paragominas, no sudeste paraense.
Vítima era trancada pelo companheiro em Breves
No Marajó, a ação foi conduzida por equipes da Base Fluvial Antônio Lemos, instalada no município de Breves e vinculada à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup). A operação teve início após denúncia feita pelo irmão da vítima, que relatou ameaças com uso de arma de fogo, além de agressões físicas e o impedimento de saída da mulher, que era mantida trancada pelo companheiro.
Uma guarnição do Grupamento Fluvial de Segurança Pública (GFlu), com apoio das polícias Militar e Civil, deslocou-se até o endereço informado e encontrou a vítima, que confirmou as denúncias. O suspeito foi localizado nas proximidades da residência, com sinais de embriaguez, recebeu voz de prisão e foi encaminhado à autoridade policial, onde permanece à disposição da Justiça.
“Mais uma vez, damos uma resposta rápida a casos de violência contra a mulher, e não vamos parar. Incentivamos que as denúncias sejam feitas para que vidas sejam salvas e possamos interromper ciclos de violência doméstica. Temos intensificado nossas ações, inclusive em áreas mais remotas, como o Marajó, para garantir que nenhuma vítima fique sem assistência”, afirmou o titular da Segup, Ed-Lin Anselmo.
Proteção
O secretário reforça ainda que as vítimas devem procurar os canais e iniciativas da segurança pública voltados à proteção das mulheres. “Temos o programa SOS Mulher 190, lançado no dia 9 de abril pela governadora Hana Ghassan. A iniciativa integra um conjunto de medidas de enfrentamento à violência de gênero, como a DEAM Virtual, a Patrulha Maria da Penha e os totens de atendimento”, pontua.
A principal inovação da ferramenta é a integração direta com o número 190. Após cadastro prévio no site da Segup, a mulher passa a ser automaticamente identificada ao acionar o serviço de emergência, sem precisar falar ao telefone. A partir disso, os atendentes do Ciop passam a acompanhar a localização da vítima em tempo real e acionam uma guarnição para o local.
Outro importante programa é o Pró-Mulher, criado em 2022, que já realizou mais de 18 mil atendimentos a mulheres no Pará. A iniciativa reúne ações de prevenção, acolhimento, orientação e repressão qualificada aos crimes contra mulheres, fortalecendo a rede de proteção e garantindo atendimento especializado às vítimas. A estrutura operacional conta com 39 viaturas e duas lanchas rosas.
(Informações PCPA)


